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Filme: Suprema

12 julho 2019

Olá Pessoal!

Como esse Blog tem uma peculiaridade muito significativa para o mundo atual que é: somos um blog só de mulheres, nada mais justo do que falar sobre um filme que nos faz refletir e também agradecer á uma mulher que lutou pelo direitos iguais entre homens e mulheres nos EUA na década de 70: Suprema.

Não sou aquelas feministas extremas, que vão ás ruas lutarem por tudo que nos é de direito, mas tenho fortes convicções sobre a igualdade de gêneros em diversos assuntos, principalmente no que se diz respeito ao mundo corporativo e costumes da Sociedade.

Sem mais delongas vamos á sinopse do longa…

Título original: On The Basis of Sex
Direção: Mimi Leder
Elenco: Felicity Jones, Armie Hammer
Ano: 2019
Gêneros: Drama, Biografia
Nacionalidade: EUA
Estúdios: Diamond Films

Sinopse:
Ruth Bader Ginsburg (Felicity Jones) se formou em direito nas instituições mais prestigiosas do país: Harvard e Columbia, sempre como primeira aluna de sua turma. Mesmo assim, ela enfrentou o machismo dos anos 1950 e 1960 quando tentou encontrar emprego, sendo recusada pelos principais escritórios de advocacia. Na função de professora, ela se especializou em direito relacionado ao gênero, decidindo atacar o Estado norte-americano para derrubar centenas de leis que permitem a discriminação às mulheres.

Quando, comecei a ver a obra já fiquei encantada com a fotografia que possui uma temática mais escuras, cores de roupas mais sóbrias, afinal estamos num contexto de Harvard nos anos 50. Enquanto Ruth tem de mostrar todo seu talento dentro da sala de aula, ela também é esposa e mãe de uma bebê na mesma época. O Cenário do início do longa transita entre a faculdade e o apartamento típico dos EUA de classe média, onde tudo parece um studio de 50m quadrados e a pessoas se viram para ter uma melhor vida.

No meio da sua faculdade, seu marido consegue um emprego em Nova Iorque e ela tem de se mudar de Harvard para Columbia, o cenário que antes era mais bucólico (simples, com costumes rotineiros) passa para o agito da cidade grande e também traz as consequências de um mercado de trabalho competitivo e mais preconceituoso. Sabemos, que os EUA até hoje tem uma segregação racial muito grande, mas a obra mostra que negros e mulheres ocupavam o lugar dos desfavorecidos. Empregos eram negados aos gêneros e quando eram contratados eram para funções genéricas como secretária (o), auxiliar de escritório, etc. Mas, Ruth não podia deixar tudo o que ela tinha lutado até agora de lado, então enquanto seu marido conseguia advogar, ela foi lecionar em uma faculdade e dentro de casa, com um companheirismo e parceria, que é um ponto bem interessante do filme, seu marido a apoia em todas decisões e também se indigna com a postura do mercado, eles começam a analisar casos juntos.

Por ser uma história real, o filme consegue nos prender a atenção do início ao fim, pois queremos saber a resolução do caso que levou Ruth a suprema corte americana e mudar algumas cláusulas da constituição que se referiam a leis que beneficiavam gêneros baseados por sexo.

*Algumas curiosidades: Ruth Bader Ginsburg se tornou um símbolo da luta pelos direitos iguais para as mulheres e atualmente, aos 85 anos, ainda é referência para as gerações atuais. Ginsburg discutiu seus pontos de vista sobre o direito ao aborto e a igualdade sexual em uma entrevista ao The New York Times em 2009, na qual afirmou em relação ao aborto que “a coisa básica é que o governo não tem nada que intervir fazendo essa escolha para uma mulher. Ginsburg foi nomeada uma das 100 mulheres mais poderosas pela Forbes (2009), uma das mulheres da revista Glamour do ano de 2012, e uma das 100 pessoas mais influentes da Time (2015).