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Resenha: Reino de cinzas

18 maio 2019

Olá tripulantes! Espero que estejam tendo um ótimo final de semana. ♥

Estou aqui hoje trazendo a conclusão épica da nossa #SemanaTronoDeVidro, com o desfecho escrito com tanto esmero pela rainha da fantasia Sarah J. Maas.

Essa resenha provavelmente vai ser tão grande quanto seu livro, mas vamos lá rs.

Título: Império de tempestades (#05)
Autora: Sarah J. Maas

Sinopse:
A conclusão épica e inesquecível da série Trono de Vidro.
Trancada em um caixão de ferro, Aelin luta para permanecer forte e resistir às torturas de Maeve, pois sabe que a sobrevivência de seu povo depende disso. Mas a cada dia que passa, parece mais difícil manter a determinação. Em Terrasen, Aedion, Lysandra e seus aliados se esforçam para conter a ameaça iminente, porém a força dessa aliança pode não ser o suficiente para barrar as hordas de Erawan e proteger Terrasen da destruição total. Enquanto isso, do outro lado do oceano, Rowan não irá desistir de encontrar seu amor, sua parceira, sua rainha.
À medida que os fios do destino se entrelaçam no explosivo final da série Trono de Vidro, todos devem lutar se quiserem uma chance de sobreviver.

Essa resenha contém spoilers de todo o enredo da série, então caso não queira seguir adiante, eis a deixa para fechar a página.
Confira também a resenha dos demais livros da série feitas aqui no blog! 🙂

Reino de Cinzas começa reabrindo as feridas em nosso coração partido. Lembrando-nos do horror que sentimos quando Aelin foi sequestrada e trancafiada por Maeve em um caixão de ferro para selar seus poderes. Rowan parte às cegas com seus antigos companheiros e desbrava reino após reino para resgata-la. Enquanto isso, Lysandra cumpre sua promessa e finge ser sua amiga e rainha para não destruir o fragmento de esperança e frágeis aliados que haviam conquistado, mesmo que isso fizesse Aedion odiá-la.
Dorian, o único outro capaz de forjar o fecho que libertaria os deuses daquele mundo e levariam Erawan consigo, parte com Manon em busca da última chave e das bruxas Crochan para participarem daquela terrível e devastadora guerra.

Nesse momento, preciso dizer o quão importante são os livros extras de Trono de Vidro para a compreensão desse desfecho espetacular. Então, vou falar brevemente sobre eles para contextualizar:
Em A lâmina da assassina, conhecemos os potenciais aliados de Aelin enquanto ela ainda vivia sob a pele da assassina, mostrando-nos o quanto ela os ajudara e conquistara a ponto de poder cobrar a dívida e levantar seus exércitos naquela guerra, bem como a curandeira Yrene, que agora vivia em Antica e teve seu papel fundamental no outro livro extra.
Em Torre do Alvorecer vemos Chaol e Nesryn vagando até o continente sul em busca de ajuda e também da cura para a fratura em sua coluna, causada pelo antigo rei de Adarlan. Lá eles conhecem o Khagan e seus herdeiros, além de Yrene, que odiava Adarlan mais que qualquer outra coisa pelo que fora feito contra ela e sua cidade. Yrene é chamada para curar a coluna de Chaol e logo descobre que ele tem algo ainda mais podre dentro do antigo capitão que precisa ser curado: seu coração destruído e amargurado. Neste livro, Nesryn e Chaol descobrem muitos segredos sombrios a respeito de Maeve e sobre os valg, mas também descobrem algo muito importante que poderia virar o curso daquela guerra: o poder dos curandeiros.

Pretendo fazer uma resenha completa sobre esses livros extra em algum momento, dada a importância deles, mas voltemos ao principal…

Então, Chaol agora veleja com ao lado do khaganato para salvar aquele continente munido, não só com os exércitos do império, como também com as curandeiras da Torre Cesme.

Todos em uma corrida louca contra o tempo, pois Erawan já posicionara seu exército irrefreável em direção a Terrasen, o último reino entre ele e sua conquista que parece iminente.

Bem, vou me permitir falar agora do que foi ler esse livro e do que foi essa série: ARRASADORA! De todas as formas possíveis.
Meu coração se apertou e foi levado ao limite em diversos momentos. Aelin capturada e sofrendo; Fenrys seu novo e leal amigo preso de formas cruéis sem poder ajudá-la; Rowan vagando pelo mundo atrás de sua mulher; Manon e Dorian passando por provações atrás da esperança; Lysandra e Aedion sofrendo à sua maneira pela perda de sua rainha e a necessidade de manter o exército de pé.

Tudo isso me devastou de formas que há muito um livro não fazia, mas já era de se esperar que a Sarah continuasse acabando comigo desse jeito. Seu dom é esse e, apesar de tudo, eu a amo por isso.
Seus personagens e sua trama tão bem construídos e trabalhados levaram até esses momentos e ver a qualidade em cada arco, mesmo que doloroso, foi regozijador.

Quero tagarelar um pouco mais sobre os meus sentimentos a respeito de alguns personagens, dessa vez, já que se trata da conclusão da série:

Bem, eu odiei muito o Aedion até ele se redimir pela forma como ele estava agindo durante a narrativa. Quis bater nele por boa parte da evolução da história, mas tudo em seu arco foi tão bem feito, tudo que ele sentia era tão profundo e verdadeiro, que tive que me render a ele no final.

“— Por aqueles que amamos podemos superar esse medo. Lembre-se disso amanhã. […] Lembre-se de que temos algo pelo qual vale a pena lutar, e isso sempre triunfará.”

Manon, que rainha, que hino de mulher – ou bruxa! Já vinha enaltecendo a qualidade da personagem durante as outras resenhas, mas nossa, sua evolução como pessoa é sensacional. Quando ela finalmente é capaz de entender o que era ter um coração, o que isso significaria e o peso que carregaria por se importar, ela se torna digna do que ela quiser. Ela merece muito além de Palmas, merece o Tocantins inteiro, com o perdão pela piada boba, rs.

“Fora-se a bruxa que dormira e desejara a morte. Fora-se a bruxa que se revoltara contra a verdade que a dilacerara. E em seu lugar, lutando como se fosse o próprio vento, irredutível contra as Matriarcas, havia alguém que Dorian ainda não conhecera.”

Por falar no Dorian, ele é um que demorou para amadurecer, para superar os horrores a que foi submetido e talvez ainda não tenha superado tudo, mas ele cresceu. Ele cresceu e mostrou a que veio, mostrou o que Adarlan pode ser, o que ele batalharia para torná-la como seu rei. Se tornou um homem forte, essencial e mais que vital para o curso do mundo do que eu teria sequer ousado imaginar lá no começo.

“Dorian suportou o peso do olhar de Gavin. Deixou que o rei visse o que restava dele, que observasse o colar pálido em torno do pescoço.”

Rowan… ah Rowan! Se eu já não tivesse aprendido a amá-lo, meu coração seria seu neste volume. Sua devoção e seu carinho irrevogável, o amor que habita por trás daquele corpo e coração de gelo. Como ele fez a diferença de tantas maneiras vitais e emocionais. Ele me conquistou por sua seriedade e sabedoria, mas me arrebatou por seu amor profundo e sincero.

“Não havia nada bondoso no rosto do príncipe. Nada acolhedor. Apenas o predador de sangue-frio. Determinado a encontrar a rainha que era dona de seu coração.”

E eu não poderia deixar de citar a Aelin, não é mesmo? Nossa rainha sofreu e comeu o pão que o diabo amassou por anos a fio, mas isso não a quebrou. Cada provação a fez mais forte, mais madura e sentimos o peso de de tudo isso em suas ações, ela não era mais uma assassina inconsequente, ela é Aelin do fogo selvagem, herdeira do fogo e rainha das sombras. A rainha com o coração de fogo, que há muito foi prometida aos deuses para acabar com tudo aquilo. E o que ela se tornou ao longo de toda a trama, a permitiu enfrentar tudo aquilo de cabeça erguida. Que mulher, senhoras e senhores!

“Era uma vez, em uma terra há muito queimada até virar cinzas, uma jovem princesa que amava seu reino…”

Claro que existem muitos outros personagens importantes e relevantes no enredo, que fizeram a diferença quando mais importou e que me levaram a chorar litros, mas não posso falar muito mais sem contar coisas que não deveria (afinal, eu já disse tantas). O livro é imenso, suas quase mil páginas contam tanto, concluem tanto, que não seria possível expressar a não ser que eu faça uma resenha de pelo menos quinze páginas para tentar falar de tudo, rsrs.

E, rufem os tambores, rola até um leve cross over na história e podemos ver um vislumbre dos outros mundos criados por Sarah em seus outros livros, juntamente com um par de asas em um macho incrivelmente belo, que me fez gritar de emoção e meu coração acelerar.

Não concordei com apenas uma das coisas que aconteceu, uma morte que achei completamente desnecessária, como se a autora não quisesse se dar ao trabalho de desenvolver uma conclusão digna para o arco do personagem e acabar com ele de qualquer jeito. Um personagem importante que infelizmente morreu como um qualquer. Mas, todo o resto que aconteceu faz o completo sentido, foi bem detalhado e amarrado. Bem feito e desenvolvido de acordo com a trajetória e personalidade de cada personagem.
E o que eu posso dizer para finalizar é que a conclusão desta série é épica. Ela não decepciona, não deixa pontas soltas e entrega com uma qualidade grandiosa algo pelo qual vínhamos ansiando ao longo dos anos.

Comecei Trono de Vidro sem nem mesmo esperar por um desfecho tão bem elaborado, poderoso, sagaz e emocionante. É uma verdadeira obra prima que merece ser enaltecida por sua qualidade.
Eu já indicava Sarah como minha autora favorita por causa de Corte de Espinhos e Rosas, mas ela se superou ao desenvolver Trono de Vidro com tanta maestria e ganhou definitivamente meu coração (como se ele já não fosse dela).

Espero que tenham gostado tanto quanto eu dessa semana especial, e que ela tenha servido para despertar o interesse em vocês e também para expressar com dignidade o que é essa série. 🙂

Beijos e boa leitura!

2 Comentários

  • Certamente foi uma semana especial para você, May, e te parabenizo pela dedicação. Não é fácil postar resenha todo dia, e você fez isso com maestria, com riqueza de detalhes e fotos belíssimas. Parabéns!

  • Oi May! Ah! Eu fico tão feliz quando o final de uma série me surpreende tanto que cheguei a me emocionar por ter acompanhado a semana de resenhas dessa série! Adorei saber em detalhes sobre os personagens, principalmente sobre Rowan, que eu já havia mencionado anteriormente como sua opinião mudou sobre ele durante a leitura dos outros volumes da série. Adoro quando o autor fecha uma série com toda essa dignidade, finais interessantes e sem pontas soltas para todos os personagens e situações da história. Beijos! Karla Samira