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Resenha: Rainha das sombras

16 maio 2019

Olá tripulantes! Tudo bem com vocês?
Acho que chegou o momento de eu finalmente perguntar o que vocês estão achando da nossa #SemanaTronoDeVidro. E então? Não deixem de comentar! ♥

Vamos prosseguir com mais uma resenha?!

Título: Rainha das sombras (#04)
Autora: Sarah J. Maas

Sinopse:
Todos que Celaena Sardothien amou lhe foram tirados. Mas finalmente chegou a hora da retribuição. A vingança promete ser tão dura quanto o aço da Espada de Orynth — a espada de seu pai. Finalmente Celaena retornou ao império; por justiça, para resgatar seu reino e confrontar as sombras do passado.
A assassina está morta. Ela abraçou a identidade de Aelin Galathynius, rainha de Terrasen. Mas antes de reclamar o trono, precisa lutar. E ela vai lutar. Por seu primo, a Puta de Adarlan, o general do Norte… um guerreiro preparado para morrer por sua soberana; por seu amigo Dorian, um príncipe preso em uma inimaginável prisão; por seu povo, escravizado por um rei cruel e à espera do retorno triunfante de sua líder; por seu carranam e a libertação da magia.
Ao avançar em seu plano, no entanto, Aelin precisa tomar cuidado com velhos inimigos. E abrir o coração para novos e improváveis aliados. Tudo isso enquanto os valg continuam trabalhando nas sombras. E Manon Bico Negro, a Líder Alada das Treze, treina suas bestas voadoras. Mas é de Morath, a fortaleza montanhosa do Duque de Perrington, que uma ameaça como nenhuma outra promete destroçar seu grupo de rebeldes e sua corte recém-formada.

Rainha das Sombras é o quarto volume da série Trono de Vidro, da rainha Sarah J. Maas e foi o volume que me conquistou definitivamente e fez dessa série uma das minhas favoritas. Dono de um universo vasto, complexo e brilhante. E já adianto que teremos spoilers dos livros anteriores, pois neste momento a trama já tomou forma. Então, não siga com a leitura caso não consiga lidar com isso, ok? 🙂

Celaena volta a Adarlan determinada a impedir o rei a espalhar o caos pelo mundo, assumindo sua verdadeira identidade como Aelin — a rainha perdida e prometida de Terrasen. E para isso, ela precisa recuperar a terceira e última chave de Wyrd, um portão entre os mundos, que está com Arobynn — seu antigo mestre e rei dos assassinos.
Arobynn foi o responsável pela morte de Sam e por Aelin ter sido capturada e condenada nas Minas de Sal, descritas no começo da nossa aventura, então ela precisa jogar cuidadosamente com ele ou colocará tudo a perder novamente.

Porém, ao retornar, a rainha com o coração de fogo descobre que voltou tarde demais. Dorian foi escravizado por um demônio a mando de seu pai, Aedion foi preso e sentenciado a morte, e Chaol está foragido junto aos rebeldes e o relacionamento de ambos está em frangalhos. Sem muita escolha para salvar Aedion e tentar encontrar uma forma de libertar Dorian, ela precisará recorrer a ajuda de Arobynn mesmo sabendo que o custo disso será alto.

Chaol está irredutível, após tudo que acreditava ser o correto ruir diante de seus olhos, ele resolve culpar Aelin por tudo que aconteceu, destruindo ainda mais o relacionamento dos dois. Meu coração se partiu em milhões de pedacinhos com suas atitudes e postura, e toda a admiração que eu tinha pelo antigo capitão da guarda ruiu. Ele se torna um personagem irritante e mesmo isso sendo uma pena, faz sentido dentro do contexto e sua desenvoltura é trabalhada com maestria pela autora.

“— Não existe um nós há muito tempo, Celaena…
— É Aelin agora — disparou ela o mais alto que ousou. — Celaena Sardothien não existe mais.”

Aparecem novos personagens para complementar a trama e outros ganham destaque, como Elide, Manon, Aedion e Lysandra.
Elide é uma lady de Terrasen, raptada por seu tio para servir Adarlan em seus experimentos sombrios, seu caminho se cruza com o de Manon em Morath e o relacionamento das duas é bem trabalhado, nos revelando uma personagem que apesar de aparentar ser fragilizada é bem forte enquanto temos o vislumbre de um outro lado de Manon.
Manon — a líder alada das “Dentes de Ferro” — está em Morath trabalhando a contra-gosto para o rei e para o duque enquanto eles fazem experimentos e criam cada vez mais monstros. Conflitos internos e revelações perturbadoras colocam sua aliança em cheque, levando-a a trilhar um perigoso caminho ao lado de suas Treze.
Lysandra é uma cortesã e peça fundamental para o sucesso dos planos de Aelin. Antigas “rivais”, elas trabalharão juntas para enfrentar Arobynn e conseguir recuperar a chave — além da vingança que há tanto ansiavam.
E Aedion foi uma surpresa a parte na trama, além de sua personalidade destemida e forte que já havia sido apresentada, vemos finalmente “a que ele veio” com sua devoção por seu reino e sua prima/rainha, mesmo tendo sido decepcionado por ela.

Podemos também falar de Rowan que, agora jurado por sangue a Aelin, aparece em Adarlan para ajudar sua rainha a conquistar seus objetivos e vemos um lado mais terno em sua personalidade intensa, desenvolvido pelo tratamento de choque que tiveram em Wendlyn e sua ligação profunda. Ele já vinha dando vislumbres de sua mudança, mas agora o personagem se mostra mais cativante e atraente.

“Ele ficou parado com a rainha na chuva, inspirando seu cheiro, e deioxu que Aelin roubasse seu calor por quanto tempo precisasse.”

Tem outros personagens que fazem diferença na trama, como Lorcan e Nesryn, mas acho que é cedo falar deles neste momento. São personagens icônicos, mas que ainda estão sendo introduzidos no contexto, então acredito que serão bem mais relevantes na sequência quando forem melhor explorados.

Sarah não deixa pontas soltas em toda a história que criou, rica em detalhes e fantasia, sempre surpreendendo o leitor a cada nova revelação que amarra ainda mais a trama. Cheio de batalhas épicas, estratégias bem elaboradas e revelações de tirar o fôlego, ouso dizer que Rainha das Sombras é até agora o melhor volume da série, o que me deixa muito feliz em ver que de fato o nível dela só cresce e tende a crescer ainda mais.

A forma como todo o passado de cada um deles é entrelaçado no presente e os guiará para o futuro que os aguarda no campo de batalha é tão bem construída que, às vezes, sinto que faltam palavras para explicar apropriadamente. É espetacular! A história foi lentamente me conquistando, agora eu já estou completamente entregue a ela.

Agora resta a ansiedade para lidar com o seu próximo volume, enquanto engolimos o desgosto pela decisão “burra” de ele ter sido dividido em dois tomos pela editora brasileira.
A história já provou que vale a pena, então é só correr pro abraço.

Até a próxima resenha, beijos!

2 Comentários

  • Ah, esta forma bem construída de entrelaçar passado e presente é fundamental para continuar despertando nossa atenção. Afinal, é horrível ter falhas que nos fazem perder a linha de raciocínio. E não aceito que é assim por ser ficção, não é desculpa hahha Beijos.

  • Uau, May! É ruim quando a gente se decepciona como personagem, ou melhor, com suas atitudes, a ponto de o leitor ficar com coração partido. Que bom saber que a autora não deixa muitas pontas soltas na história, o que faz da série ainda melhor e mais completa. Nunca li nada da autora, mas estou vendo que ela é das melhores! Beijos! Karla Samira