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Resenha: A Viagem do Peregrino da Alvorada

19 agosto 2019

Boa tarde, tripulantes.

Estão todos prontos e animados para nossa próxima aventura pelas terras de Nárnia?

Então, vem comigo!


Título: A Viagem do Peregrino da Alvorada

Autor: C. S. Lewis

Sinopse:

Lúcia e Edmundo, com seu odioso primo Eustáquio a tiracolo, embarcam numa incrível viagem de aventuras e descobertas, a bordo do imponente navio Peregrino da Alvorada.

Rumo às Ilhas Solitárias, em busca dos sete amigos desaparecidos do pai do rei Caspian, eles encontram um dragão, uma serpente do mar, um bando de criaturas invisíveis, um mágico e o próprio Aslam, o Grande Leão, que os presenteia com uma promessa muito especial.

A Viagem do Peregrino da Alvorada nos coloca diante da separação dos irmãos Pevensie.

O pai dos nossos conhecidos e queridos irmãos recebeu uma oferta de emprego e viajou para os Estados Unidos levando consigo a esposa e a filha Suzana. Pedro estava dedicado aos estudou e viajou para casa de um professor, antigo conhecido da família. Já os mais jovens, Edmundo e Suzana, precisaram ficar hospedados na casa dos tios, em companhia do primo Eustáquio.

Durante a estadia na casa do primo, Lúcia e Edmundo conversavam em um quarto enquanto observavam um quadro que retratava um navio em alto mar. A conversa dos irmãos foi interrompida por Eustáquio que tinha como objetivo principal incomodar seus primos.

Enquanto Eustáquio buscava uma forma de implicar com os primos, algo inesperado aconteceu: o navio do quadro começou a se mexer e as ondas puxaram os três para o mar. Novamente os irmãos visitam Nárnia!

Ao caírem no mar de Nárnia, os três rapidamente foram puxados pelos tripulantes do Peregrino da Alvorada e recebidos pelo Rei Caspian e pelo valente Rato Ripchip. Com as apresentações e saudações devidamente realizadas, Caspian explicou aos recém-chegados que após um período que a paz reinava em Nárnia, ele decidiu enfrentar águas desconhecidas em busca dos sete fidalgos que haviam sido exilados a anos nas Ilhas Solitárias.

E assim Caspian, Edmundo, Lúcia, Eustáquio, Ripchip e demais tripulantes do Peregrino se aventuram ilha após ilha, enfrentando perigos e descobrindo novas terras e segredos de Nárnia.

A Viagem do Peregrino da Alvorada se assemelha as histórias contadas em “O Cavalo e Seu Menino” e “O Sobrinho do Mago”, pois é narrada as aventuras dos personagens, com destaque aos detalhes das Terras descobertas, enquanto as batalhas são deixadas para segundo plano.

Podemos notar nessa crônica o amadurecimento de todos os personagens: Caspian precisou aprender e reafirmar sua liderança e seu comportamento como rei; Edmundo e Lúcia precisaram ser fortes para aceitarem o fato que, devido à idade, eles não retornariam a Nárnia; Eustáquio aprendeu o valor da lealdade e amizade, retornando para casa irreconhecível.

Antes de iniciar a leitura das crônicas eu já havia lido boatos sobre a ligação dos livros com o Cristianismo, afirmando que o autor construiu Aslam espelhado na figura de Deus. Ao longo dos quatro livros notei algumas relações como essa hipótese e A Viagem Do Peregrino foi apenas mais uma crônica que reafirmou para mim essa ideia no momento que Aslam fala com Lúcia que ele está em todos os lugares, basta que ela o reconheça. Obviamente não podemos afirmar que essa era a intenção do autor, mas a tese possui fundamento e trechos que a sustentam.

Recheada de aventuras e descobertas, A viagem do Peregrino da Alvorada é super indicada para aqueles que gostam de um suspense por terras inimagináveis.

Confira as outras Crônicas que compõe a coletânea:
O Sobrinho do Mago
O Leão, A Feiticeira e O Guarda-Roupa
O Cavalo e Seu Menino
Príncipe Caspian

Até a próxima aventura de #OCoelhoEmNárnia.