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Resenha: A Última Batalha

26 agosto 2019

Boa noite tripulantes, como estão vocês?

Nostalgia! Essa é a palavra que define o final de nossa aventura a Nárnia.

Durante os dois últimos meses dediquei minhas leituras a coletânea intitulada “As Crônicas de Nárnia” e fico feliz por tudo ter terminado de uma forma tão prazerosa.

Gostaria de ressaltar o agradecimento que tenho a cada um de vocês que acompanharam as aventuras de #OCoelhoEmNárnia e que nos acompanham nas redes sociais firmemente.

Saber que é a despedida dessas crônicas dói, mas saber que foi um final digno de palmas é o que me conforta. Venham! Quero compartilhar com vocês essa aventura.

Título: A Última Batalha

Autor: C. S. Lewis

Sinopse:

À luz de uma enorme fogueira crepitante, a última batalha de Nárnia está prestes a acontecer.

O rei Tirian, ajudado corajosamente por Jill e Eustáquio, terá de enfrentar os cruéis calormanos, num combate que decidirá, finalmente, a luta entre as forças do bem e do mal.

Mas, com tantas dúvidas e confusão ao redor, conseguirá o rei Tirian manter-se firme na hora mais negra de Nárnia?

Sem mais enrolações, vamos nos despedir. Vamos A Última Batalha.

A crônica “A Última Batalha” começa de um jeito curioso, a narração apresentada é referente a dois animais que ainda não fomos apresentados: O macaco Manhoso e o jumento Confuso. Os animais eram amigos e viviam próximos. Manhoso se considerava mais sábio e sempre deixava o trabalho pesado para Confuso, ressaltando sempre que o jumento não era nada inteligente.

Enquanto conversavam próximo a uma cachoeira, Manhoso viu algo dentro da água e logo quis saber do que se tratava. Após ser induzido, Confuso pulou na cachoeira e retornou trazendo consigo uma pele de leão. Mais que depressa, Manhoso teve a ideia de vestir o amigo com aquela pele e andar pelas terras narnianas afirmando que Aslam estava com ele e que todas as vontades do Leão deveriam ser acatadas. Um plano péssimo que teria tudo para dar errado. Porém, os narnianos foram ludibriados pelo macaco que brincava com a fé deles e rapidamente começaram a acatar todas as ordens, buscando sempre agradar Aslam.

Quando a notícia da presença de Aslam e de suas ordens chegaram aos ouvidos do Rei Tirian – o último rei de Nárnia – ele não acreditou no que ouvia. Ele acreditava em um Aslam bom e compassivo, que se diferenciava por completo daquele que agora ordenava para que as árvores de Nárnia fossem cortadas e outras atrocidades fossem feitas.

Logo que partiu em defesa de sua terra, Tirian se viu diante de inúmeros calormanos que invadiam Nárnia e destruíam as florestas. O rei tentou impedir que aquela barbaridade acontecesse, porém ele e seus companheiros não teriam forças contra os calormanos e logo foram capturados e levados a presença de Aslam.

Tudo conspirava contra Tirian. Suas esperanças estavam se acabando. O que restava era apenas a fé que Aslam o ajudaria e agarrado a essa fé o rei suplicou que o destino de Nárnia fosse outro, que os reis das histórias que ele ouvia quando criança fossem reais e que viessem ao seu auxílio. E foi assim que o inacreditável aconteceu: duas crianças apareceram como por mágica em sua frente e afirmaram que estavam ali pelo chamado que o rei Tirian havia feito. O auxílio chegou e novamente os olhos do último rei de Nárnia brilharam de esperança. A última batalha estava prestes a acontecer e se preciso fosse, todos morreriam para defender Nárnia.

É impossível ler essa última crônica e não se emocionar com todos os detalhes. C. S. Lewis resgata trechos das primeiras histórias e as lembranças que invadem os personagens são capazes de escapar das páginas dos livros e alcançarem nossos corações. A cada página podemos perceber que é inevitável que tudo se acabe, mas assim como o Rei Tirian buscamos nos agarrar a uma ínfima possibilidade de que tudo iria se ajeitar.

Um dos trechos mais marcantes da leitura, na minha opinião, é quando é citado os Sete Reis de Nárnia e ficamos por alguns instantes questionando “Quem são os sete? Por que sete?” e quando isso é esclarecido é emocionante.

A última batalha é comovente e épica. A cada página a curiosidade aumenta e quando Aslam aparece a esperança renasce para todos. É impossível ler a coletânea e não se emocionar com o final triunfante.

Encerramos aqui nossa viagem a Nárnia. Espero que, assim como eu, todos tenham apreciado a história.

Até logo,
Beijos.