Arquivo de dezembro de 2018
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Resenha: Corte de Gelo e Estrelas

26 dezembro 2018
Olá pessoal! Tudo bem com vocês? Como passaram o Natal? Espero que muito bem! 
E falando nisso, depois de uma ressaca brava na vida que este mês de dezembro me trouxe (e nem foi de álcool!), aqui estou trazendo a resenha de uma novela praticamente natalina — pelo menos em sua essência —, que faz parte da minha série de fantasia favorita: Corte de Espinhos e Rosas.
Título: Corte de Gelo e Estrelas
Autora: Sarah J. Maas
Sinopse:

O aguardado spin-off da série Corte de Espinhos e Rosas.
Feyre, Rhys e seu círculo íntimo de amigos ainda estão ocupados reconstruindo a Corte Noturna e tentando manter a paz, conquistada a base de muito esforço e perdas pessoais, após a queda da muralha.
Mas o Solstício de Inverno finalmente está próximo e, com isso, um alívio merecido. Compras, festas, celebração e a promessa de dias tranquilos. A atmosfera festiva não consegue, entretanto, impedir que as sombras da guerra se aproximem.
Em seu primeiro Solstício como Grã-Senhora, Feyre ainda lidando com os horrores do passado recente, e percebe que seu parceiro e sua família têm mais cicatrizes do que ela esperava – cicatrizes que podem impactar o futuro, e a paz, de sua Corte.


Este spin-off (ou novela, como preferir), nos leva de volta à Velaris para participar do Solstício de Inverno junto com a Corte dos Sonhos.
RECOMENDO QUE NÃO PROSSIGA A LEITURA DESTA RESENHA CASO NÃO TENHA LIDO OS LIVROS ANTERIORES – eles são seu colete à prova de spoiler!
As resenhas deles você pode conferir clicando nos links abaixo:
E bem… Um misto de sentimentos me preenche quando eu penso a respeito desta leitura: Amor, revolta/ranço e aquele gostinho de quero mais. 
Ranço e revolta porque a editora tupiniquim fez um trabalho bem porco nesta obra e isso me decepcionou absurdamente, a ponto de causar nas redes e até mandar mensagens pra tia Sarah pedindo uma resolução pelo amor do caldeirão. Podemos começar falando da tradução bem meia boca e cheia de erros e terminar falando que eles cortaram o c@$%*!# do último capítulo e praticamente tiraram a razão da existência do spin-off e ainda se atreveram a dar uma desculpa sem-vergonha como razão para esse absurdo. Então, por favor, entenda que meu ódio no momento é direcionado exclusivamente a eles e não à obra, porque eu também li o original em inglês e sério, é lindo! 
Agora que eu já desabafei, posso falar da trama sem peso na consciência porque ela é só amor e deixa um gostinho de quero mais bem especial.  
A dedicatória do livro já faz os olhos encherem de lágrimas e o coração saltar de emoção: “Aos leitores que olham para as estrelas e desejam.”. Tem como não amar essa mulher? Não, não tem!

Pois bem, Feyre, Rhys e nossos amigos da Corte dos Sonhos estão se preparando para curtir o Solstício de Inverno (que também é aniversário da Feyre) e passam tempo até demais falando de presentes quando isto deveria ser secundário na trama.

“— Você nasceu na noite mais longa do ano. […] Era para você estar ao meu lado desde o início.”

A trama, apesar de muito envolvente, não tem nada muito relevante (já que a parte mais relevante a editora retirou, risos de nervoso). Este livro foi criado exclusivamente com o intuito de ser ponte para a sequência de livros sobre Prythian e certamente irá decepcionar os leitores que esperavam muito mais que isso. Veja, o livro tem cerca de 200 páginas, um terço do que as obras de Corte costumam ter, então não tem mesmo como ter uma mega trama e maquinações e vilões e coisa e tal. O livro é uma ponte, é praticamente neutro e apenas isso, uma que cruzamos tendo a oportunidade de viver mais algum tempo com os queridos personagens que já amamos, entendendo os conflitos que os assolam pós guerra e o que os levará ao próximo livro.
Quem o enxergar dessa forma, certamente ficará feliz com a história, dará bastante risada e suspirará com os Grão-Senhores da Corte Noturna e sua família. E põe suspiros nisso, principalmente na comemoração a dois de Rhys e Feyre. 🔥

“Jamais deixei de me sentir grato por eles — meus amigos, minha família, que olhavam para o meu poder e não recuavam, não se tornavam inebriados de medo.”

Outros personagens se destacaram um pouco mais na narrativa, todos tentando encontrar seu próprio rumo. O papel de responsabilidade e liderança dos grão-senhores é colocado com mais ênfase em uma linha bem tênue e Feyre está aprendendo a lidar com isso, a respeitar os limites entre ser Senhora e Família. Conhecemos melhor também os habitantes de Velaris e suas necessidades, crenças e perdas.
Elain, Azriel e Amren não tiveram muito espaço na história, mas ainda assim pudemos ver um pouco de como estão se adaptando. Lucien aparece por um breve momento, mas sua passagem é bem significativa para dar uma sacudida nos egos de Feyre e Rhys e também para nos mostrar que, se for acontecer algo entre ele e Elain, não será um caminho fácil. Estou ansiosa para saber qual será o desfecho desse “casal não casal” na sequência. Só espero com sinceridade que ela supere aquele traste e seja feliz, com ou sem o Lucien e idem para ele, se seu destino for ficar sem ela, que também seja muito feliz. Ambos merecem — talvez ele até mereça mais, inclusive (rs).

Ter capítulos narrados por Cassian, Mor e Nestha foi um ponto muito bem acertado para a sequência e foi incrível ter suas próprias perspectivas “postas à mesa” e trabalhar em suas construções, mesmo que eu deteste a Nestha.
Bem, o que eu posso dizer… Entendo mesmo que ela está passando por um transtorno pós-traumático por causa da guerra e o lance da imortalidade e não está sabendo lidar bem com isso, que ela é complexa e coisa e tal, mas ela já era chata e egoísta desde muito antes. Desde que deixou sua irmã mais nova caçar sozinha para sustentar a família enquanto ela não fazia nada. Os defensores da personagem que me desculpem, mas essa é a verdade: o que a devora por dentro é a culpa. E confesso que este livro me fez abrir um pouco mais a mente com relação ao seu trauma e torná-la mais tolerável, ou melhor, alguém para se sentir pena.

“Havia raiva de vez em quando. Tão afiada e quente que a cortava.
Mas na maioria das vezes havia silêncio. Um silêncio ressoante e abafado.
Ela não sentia nada havia meses.”

Ela precisa de ajuda para melhorar e talvez uma temporada ao lado do maravilhoso do Cassian () acabe ajudando nisso e eu torço muito por eles, mesmo que provavelmente eles passem a maior parte da trama brigando e fazendo o caldeirão ferver. Quero dizer, desde que sejam felizes e superem seus traumas eu posso tolerar mais ela, acho que isso resume meu sentimento.

“Para ele, bastava.
Bastava da frieza, do tom afiado. Bastava da coluna reta como uma espada e do olhar de navalha que só se afiara nos últimos meses.”

Pelo menos, é isso que eu entendo estar reservado para a sequência e foi corroborado no último capítulo/teaser (sabe aquele que a editora arrancou?): Um livro com o foco em Nessian, deixando de lado Feysand — pois o arco deles já está muito bem concluído, com direito a Palmas, Tocantins, e a um crossover em Trono de Vidro.
E senhoras e senhores, que capítulo foi esse?! Baita de um tapa na cara da sociedade! Admito que me decepcionei um pouco com a postura da Feyre, mesmo achando que uma mudança era de fato necessária.

Ainda assim, espero que a SJM nos dê pequenos vislumbres da Corte dos Sonhos, Lucien e até mesmo do Tamlin nessa sequência e quem sabe até em mais livros (?). Porque olha, conseguiram me fazer ter pena da criatura grã-feérica da Primaveril, embuste ou não ele é um personagem bem construído e eu gostaria de “viver para ver tudo se acertar”, assim como o Suriel pediu.

Nota:

E assim encerramos nossas grandes aventuras ao lado de Feyre e Rhys. Meu coração chora por isso, pois nunca vou me cansar de reler suas histórias e nem de esperar saber mais e mais sobre eles. Que venha a sequência de Prythian, pois essa terra tem muito mais a nos contar! 

“— E não importa o que esteja adiante, nós o enfrentaremos juntos. E aproveitaremos cada momento juntos.”

Boa leitura, beijos.

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Resenha: O Homem de Giz

19 dezembro 2018

Boa noite a nós! Como estão?

Se estiverem pensando em dizer que estão cansados dos meus romances, venho trazer uma novidade: a resenha hoje é de um suspense.
Nos últimos meses venho acompanhando algumas postagens que se referem ao livro “O Homem de Giz” e confesso que eu julguei um livro pela capa… Logo nas primeiras imagens que vi do livro fiquei extremamente interessada em conhecer mais sobre a obra, devido a uma capa tão simples e ao mesmo tempo com informações que aguçam nossas mentes e elevam nossa curiosidade. Todo esse interesse pela capa, unido a uma convidativa sinopse, me levaram a adquirir o livro.
Vamos conhecer essa belezinha?
Título: O Homem de Giz
Autora: C. J . Tudor
Sinopse: 

Em 1986, Eddie e os amigos passam a maior parte dos dias andando de bicicleta pela pacata vizinhança em busca de aventuras. Os desenhos a giz são seu código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto; mensagens que só eles entendem. Mas um desenho misterioso leva o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque. Depois disso, nada mais é como antes. Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás.

Um grupo de crianças que enfrentam perseguições e bullying, vivendo aventuras carregadas de mistério e perigo é a sugestão para hoje. Prepare-se para se aventurar em uma história repleta de arrependimentos, segredos e mentiras.

A história se passa em dois momentos distintos: 1986 e 2016. Mesmo com o passar de 30 anos, nosso narrador nos descreve os detalhes daquele tenebroso assassinato com clareza e convicção dos fatos.
Comecemos do início… 1986. Eddie e sua gangue composta por Gav, Hoppo, Nicky e Mickey decidiram ir à feira, a fim de andar em alguns brinquedos legais e, talvez, encontrar uma boa aventura. Durante o passeio, que deveria ser um poço de diversão, um acidente acontece transformando o local em uma poça de sangue. Esse acidente direciona Eddie ao Sr. Hallaron, um professor assustador da cidade e desde então, de alguma forma, a vida dos dois parece se conectar, e Eddie não sabe até que ponto sua aproximação com o professor pode ser viável.
Desde o dia do acidente, coisas estranhas começam a acontecer na cidade, e a vida da gangue é afetada diretamente quando os desenhos de giz que eles utilizavam para se comunicar foram utilizados por alguém para indicar um assassinato brutal de uma jovem na floresta.
30 anos depois desse pesadelo, Eddie se tornou um professor, anti-social,  alcoólatra e que divide a casa com um jovem por quem sente afeição. Como em um passe de mágica, o passado que ele tenta esconder vem a tona quando o corpo de seu amigo aparece misteriosamente em um rio, com um pedaço de papel com um homem palito no bolso…
O mistério precisa ser desvendado. Os fatos não podem estar se repetindo por acaso. Eddie está decidido e não descansará até que todas as peças do quebra-cabeça se juntem.

“Achamos que queremos repostas, mas o que de fato queremos são as respostas certas. É a natureza humana.”

Intercalando o passado com o presente, Eddie nos conta com precisão os fatos que ocorreram em 1986 e destaca como está sua vida após tantos anos. O mistério que envolve a obra já inicia nas primeiras páginas, logo com o prólogo (confesso que foi necessário que eu o lesse três vezes para que eu entendesse e a adrenalina começasse a percorrer meu corpo).
Fora Eddie, os demais personagens não têm tanta participação na trama, no que se refere ao ano de 2016, servindo apenas para elaborar acontecimentos que permitirão que Eddie alcance seus objetivos e una as peças do quebra-cabeça. Suas participações com mais conteúdo foram limitadas a infância dos personagens.
Embora em um dos capítulos eu tenha percebido que houve uma confusão de acontecimentos, onde eventos do futuro aparecem na infância de Eddie, a história foi bem construída. Os personagens possuem traumas próprios e problemas familiares que nos remetem a atualidade e os tornam mais reais.
Sobre a capa? Não tenho palavras. Essa se tornou a melhor capa da vida, rs.
O livro tem a dose certa de suspense e mistério, com um final que me surpreendeu e fugiu do esperado.
Nota:


Boa leitura!
Até a próxima.

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Resenha: Inimigos Mortais

19 dezembro 2018

Boa tarde, como estão? Por aqui tudo certo.

Hoje pretendo começar essa resenha de uma forma diferente… Pretendo iniciá-la falando de um sonho.

Nós, como leitores, ficamos extremamente empolgados quando sabemos que o nosso autor, ou autora, favorito irá lançar um livro, não é verdade? Mas vocês já imaginaram o quanto eles sofrem no início? Todas as dificuldades que enfrentam para alcançar o sonho de trazer um trabalho único e que nos envolvam de forma prazerosa?

Pois bem, com a autora J.C. Gray esse sonho não é diferente… Em abril deste ano ela lançou seu primeiro livro em uma versão digital e agora ela pretende trazer o seu sonho para o papel, através de seu livro físico.

Para concretização desse sonho ela optou por fazer um financiamento coletivo no Catarse e esse sonho está muuuuito próximo de se tornar real, afinal, o financiamento está sendo um sucesso. Eu não imaginava um retorno diferente, pois a história é super envolvente, uma trama sem comparação.

E é aqui, que começa a resenha, rs. Apresento a vocês a trama Inimigos Mortais.
Vem conhecer e se apaixonar por esses vampiros e lobos!

Título: Inimigos Mortais
Autora: J. C. Gray
Sinopse:
Inimigos Mortais é uma trama policial que acontece em um universo em que humanos, sem saber, dividem as ruas com vampiros e lobisomens!
O submundo de Los Angeles tem sofrido com uma guerra oculta e sangrenta que envolve humanos, vampiros e lobisomens. Enquanto a Lyx, uma nova e poderosa droga, começa a tomar contas das ruas, diversos corpos têm sido encontrados nos becos da cidade, deixando a população apavorada, com a suspeita de que haja um psicopata à solta.
Shay, uma loba de linhagem pura, entra em ação quando diversos lobisomens desaparecem sem deixar rastro.
Junto com o policial Marco, encaram a missão de descobrir quem está por trás dos crimes e se há alguma ligação entre eles.
No meio do caminho, ela conhece Mitch, um encantador humano viciado em adrenalina que aparece no lugar e na hora errada, e se torna uma peça chave no enorme quebra-cabeça que Shay tenta que montar.
Além deles, Adrien, um vampiro cínico e cheio de tiradas sarcásticas, atravessa o Atlântico para investigar os vampiros americanos, nada discretos. Disposto como sempre, a ajudar apenas a si mesmo.
Juntos, Shay, Marco, Adrien e Mitch farão o leitor vivenciar batalhas, traições e descobertas surpreendentes.

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