Arquivo de novembro de 2018
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Resenha: Diário de uma ansiosa ou como parei de me sabotar

30 novembro 2018

Oi gente, tudo bem? Por aqui tudo bem também.
A leitura anda meio devagar nessas últimas semanas, e a vida não anda permitindo atualizar nem as leituras nem as resenhas. Mas por conta de alguns pedidos, vou postar sobre esse livro porque sim.
Fugindo do lugar-comum, escolhi esse livro por conta de um momento que tenho vivenciado, e imaginei que lê-lo poderia dar uma luz sobre o que pensar ou até mesmo como agir. Não é um livro de autoajuda, é mais como um diário de bordo sobre como a autora lida com algumas situações que, para muita gente, é muito comum.
#antestardedoquemaistarde
Bora conhecer?!

Título: Diário de uma ansiosa ou como parei de me sabotar
Autora: Beth Evans
Sinopse:

Com ilustrações bem-humoradas, Beth Evans escreve sobre depressão, ansiedade, formulário, boletos e outros desafios para se tornar um adulto. A vida adulta não é fácil. E quem nunca fuxicou as redes sociais de amigos bem-sucedidos, só para se comparar, e acabou se sentindo pior ainda, que atire a primeira pedra. Contando suas próprias histórias vergonhosas, e outras mais sérias como depressão e TOC, a autora consegue extrair lições valiosas, sem perder a leveza diante da seriedade de diversos assuntos. Este livro é repleto de conselhos amigáveis sobre como cuidar de si mesmo, como procurar ajuda (não importa quais sejam seus problemas) e agarrar-se aquilo que te faz feliz – seja uma banda, seja uma maratona da Netflix. Beth Evans é uma contadora de histórias supercriativa, e seus desenhos complementam suas palavras com um humor único. Diário de uma ansiosa ou como parei de me sabotar é como um abraço do seu melhor amigo naqueles dias sofríveis. E, como melhor amigo, está aqui para dizer: “Você consegue!”.

De forma simples e divertida, Beth relata algumas situações pelas quais passou por conta da ansiedade, TOC e depressão. Em sua vida, esses três elementos estão diretamente ligados.

Apesar de me sentir “levemente” ansiosa em alguns momentos, não posso dizer que me identifiquei com as histórias de Beth, porque para ela é tudo mais. Suas dificuldades por conta da ansiedade a impede, de por exemplo, ir ao último show da vida de sua banda preferida. E isso porque a aglomeração de pessoas, o barulho alto e a incerteza do que pode acontecer a faz temer sua reação, e principalmente a reação das pessoas frente à sua própria.

Beth relata que seu maior desafio é de se parecer legal ou boa pessoa para os demais, e ao perceber que esse não é o objetivo da vida, de se reconhecer e aceitar-se com todos os defeitos e ressaltar suas qualidades, ela consegue lidar melhor com seus sentimentos.

Como são relatos de sua experiência própria, Beth nos conta como foi passar por algumas situações e o que tenta absorver com cada uma delas, e o quanto a família e amigos são importantes nesse processo. O livro é repleto de suas próprias ilustrações que complementam suas histórias, e conseguem dar uma certa leveza ao tema.

Independente de você se familiarizar com esse tipo de livro ou não, a sensação que tive é de estar conversando com uma amiga e ouvindo seus conselhos sobre como lidar, como identificar e com o que se importar de fato. É um relato sincero e profundo, com carinha de diário, e que pode servir de consulta para qualquer um que se deparar com alguma situação semelhante.

Nota:

Beijo

Boa leitura!

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Resenha: Cinquenta Tons de Cinza

28 novembro 2018

Oi gente, tudo bem? Hoje vamos de livro hot! hehe. 

Título: Cinquenta tons de cinza
Autora: E. L. James 
Sinopse:

Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja – mas em seus próprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso – os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.

Esse foi um dos poucos livros que assisti primeiro ao filme… O que, bom, me levou a ler. 
Quando assisti, imaginei que teria muito mais detalhes por trás do que foi passado nas telonas. Estava querendo muito que aquela história tivesse continuação, porque eu amei, simplesmente.
Anastasia Steele está quase de formando na faculdade e divide o apartamento com sua melhor amiga, Katherine Kavanagh , que é a redatora do jornal e, de certa forma, quem apresenta Ana a Christian.
Ana é inocente, tem 21 anos e nunca namorou. Christian é extremamente bem sucedido, autoritário e lindo.

A maioria dos medos está somente na sua cabeça.

De forma “inesperada” os dois a acabam engatando um relacionamento. E a doce Ana adentra no mundo sombrio de Christian Grey; Conhecendo então o que vem a ser uma relação BDSM (sigla para Bondage, Disciplina e Sadomasoquismo ou Sadismo e Masoquismo).

A gente precisa aprender a caminhar, antes de correr.

Sempre prefiro livros em primeira pessoa, e a escrita da autora me surpreendeu bastante. Ela consegue transmitir os sentimentos dos personagens de forma clara, e as descrições cenas mais quentes até me intimidaram um pouquinho… haha.
O que me incomodou um pouco foi a dita “inocência” da Anastasia. Tudo bem haver uma certa disparidade com o Sr. Grey, (também precisei fazer umas pesquisas no Google) agora, ser totalmente alheia ao que ele sente, ficar sempre em dúvida quando as coisas estão bem claras… Isso me deixou um pouco frustrada. E em vários momentos torci para que sua “Deusa interior” assumisse o controle.
Ah, também achei a Kate um pouco boba e intrometida demais; aquela melhor amiga irritante.

Você disse que nunca iria me deixar, mas foi só as coisas ficarem difíceis para que fosse embora.

Um detalhe que devo ressaltar é que antes de ler 50 tons de cinza, li “Grey“, a mesma história pelos olhos de Christian. E confesso que me emocionei mais. Pois ali é possível entender os problemas que o assombram e ver todo o seu empenho para se tornar uma pessoa melhor para conquistar a Ana. 
Entender a sua versão me fez admirá-lo ainda mais.

Será que ele é digno de mim? Esse é um conceito interessante. Eu sempre me perguntei se eu era digna dele.

De forma geral, se tornou um dos meus livros favoritos. O bom humor dos personagens é muito cativante. 
Nota:
Logo trarei a resenha da sequência, já estou super entretida com a leitura do segundo volume! Não esqueçam de comentar sobre o que acham dessa trama intensa (de muitas maneiras, haha). 🙂
Até a próxima, boa leitura!
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Entrevista com a autora Day Fernandes!

27 novembro 2018
Olá queridos, como vocês estão? 
Faz tempo que estou planejando trazer essa entrevista para vocês, mas acho que este momento é o ideal para vocês saberem um pouquinho mais sobre a querida da Day, nossa parceira, principalmente porque na sexta-feira teremos a resenha de “A Fortaleza: Mundo sombrio” saindo do forno!
Então bora lá conhecer essa mulher incrível? ✨😁
DAY FERNANDES nasceu na capital nacional do rock na década de 90 e além de escritora também é psicóloga. Apaixonada por romance, ficção científica e teorias da conspiração, a distopia “A Fortaleza: Mundo Sombrio” foi seu primeiro romance publicado. Além disso, ainda é autora dos romances fantásticos “Uma Ilha no Atlântico”, “Uma Maré de Azar!”, e da comédia romântica “Os Opostos se Distraem”. Day também adora escrever contos e possui publicações em antologias diversas, nos gêneros de terror, sci-fi, suspense, romance e fantasia.

Ela respondeu há muitas perguntas, então fiz um compilado bem legal de várias das respostas para vocês. Espero que gostem e que com isso a conheçam melhor e possam admirar tanto quanto eu o trabalho dela. ♥ 

Sobre “A Fortaleza: Mundo sombrio”:

  • O que significa o símbolo da capa?
    R: (Risos) Boa! O símbolo no centro representa a célula do Gênesis, e as riscas representam as artérias sanguíneas pelas quais ela se espalha. 
  • Esse mês irá ter uma Maratona de Fortaleza. O que os leitores podem esperar dessa obra e como surgiu a ideia inicial?
    R: O Fortaleza é um livro que traz muita ação e suspense, por isso os leitores podem esperar mistérios e corações acelerados. O final também é sempre surpreendente para a maioria das pessoas e eu amo quando recebo mensagens contando essas experiências. A ideia inicial do Fortaleza veio com uma pesquisa que fiz na faculdade sobre bombas nucleares. Como sou muito fã de teorias da conspiração, minha imaginação se encarregou de fazer o resto! 
  • Os seus personagens vivem conflitos bem construídos e expostos com leveza. Você acha que a psicologia influenciou na construção da narração?
    R: Com certeza. Os conflitos apresentados simbolizam não apenas os obstáculos externos, mas também aqueles internos enfrentados por cada um dos personagens à sua maneira. Inclusive a psicologia foi o que me permitiu demonstrar os diversos comportamentos humanos frente uma mesma situação, levando em conta os instintos, as experiências de vida e os desejos futuros de cada personagem. 
  • A escuridão dos túneis tem um simbolismo forte na ambientação do livro. Você acha que a sociedade está caminhando rumo ao “mundo sombrio” que você criou?
    R: A escuridão dos túneis é a mesma que existe dentro de cada um de nós. Infelizmente, penso que está de fato ocorrendo um desequilíbrio na humanidade e essas sombras estão nos engolindo dia após dia, de dentro para fora. Acredito que todos nós carregamos parcelas iguais de um potencial criativo e destrutivo em nosso interior, qual dessas parcelas alimentar é uma escolha nossa. E vejo que muitos tem escolhido o lado negro da força. 
  • A capitã Camille guarda consigo os diários do pai. Se você estivesse presa na Fortaleza nº 07, o que você não abriria mão de levar antes da destruição do planeta?
    R: Acredito que papel e caneta (Risos). E meus óculos, com certeza. 
  • “A Fortaleza: Mundo Sombrio” é uma obra publicada de forma independente. Quais são as maiores dificuldades que você encontra no mundo editorial e quais dicas daria para quem está começando?
    R: Excelente pergunta! Ser escritor independente é algo muito prazeroso, mas também trabalhoso. As dificuldades acontecem porque você precisa fazer quase todo o trabalho sozinho. Além de escrever, você tem que fazer o projeto gráfico ou encontrar alguém que faça. Tem que fazer revisão, diagramação, a propaganda, envio. É um trabalho árduo, demorado, estressante em alguns momentos. Mas a liberdade e o aprendizado que adquirimos com isso faz tudo valer a pena! Algumas dicas que dou para quem está pensando em se lançar como independente é investir mais tempo nas redes sociais, estreitando os laços com os leitores. As redes são nossa maior ferramenta de divulgação, por isso são importantíssimas. Também recomendo a procura de parcerias com blogs e Instagramer’s, pois essa troca de apoio é muito rica, além de trazer amizades muito valiosas para nós!
  • Qual foi o principal desafio ao escrever essa obra literária? Você precisou pesquisar a fundo sobre algo?
    R: Escrever o Fortaleza foi desafiador em muitos aspectos, desde o gênero, bem pouco explorado no cenário nacional, ainda mais por mulheres, até montar todas as peças do quebra-cabeça de forma satisfatória. As pesquisas foram a parte mais demorada do processo, pois eu optei por utilizar teorias nas quais houvessem de fato algum tipo de probabilidade real. Isso acontece por exemplo, na própria questão do Gênesis, que de fato existe (com outro nome), e foi encontrado pela primeira vez em Chernobyl. O soro do terror também não é uma novidade e muitos dizem ter sido testado durante a Segunda Guerra Mundial. Entre outros detalhes, inclusive até personagens. 
  • Você já está escrevendo a sequência do livro. O que os leitores podem esperar da continuação dessa grande luta pela sobrevivência?
    R: Sim, a sequência já conta com alguns capítulos e o roteiro está pronto capítulo a capítulo. No tomo 2, os leitores descerão ainda mais fundo nos segredos da Fortaleza, arriscando suas vidas em algo muito maior do que qualquer um poderia imaginar. A ação e o suspense continuarão sendo a alma da história, que trará alguns personagens novos também. Uma nova teia de segredos será desvendada, mas para alcançar a Verdade eles terão que lutar com tudo que tem.

Sobre suas obras em geral:
  • Algum personagem já foi inspirado em alguém da sua vida pessoal? Se sim, como foi esse processo de criação?
    R: Já. Tenho um conto que é quase autobiográfico e fala sobre um momento muito difícil da minha vida. Eu pensei muito antes de escrever e publicar essa história, por trazer lembranças bem tristes e pesadas, mas ao mesmo tempo eu queria poder ajudar outras pessoas que estivessem na mesma situação que a minha na época. Sempre que recebo um feedback sobre esse conto, fico emocionada! 
  • Você se aventura na escrita de diferentes gêneros. Isto é algo natural? Existe algum gênero que você possua mais “facilidade” no momento da escrita?
    R: Escrever gêneros fora do que estou acostumada é um desafio necessário, pois assim saio da minha zona de conforto e exercito a escrita de uma forma diferente. É algo que me ajuda muito a desenvolver as técnicas. Não acho que exista um gênero mais “fácil” que outro, sabe. Acho que depende de cada autor, pois o que é difícil pra mim pode ser mamão com açúcar pra outra pessoa. 
  • Qual gênero você mais gosta de se aventurar na escrita e por quê?
    R: Aaah, meu preferidos com certeza são fantasia e sci-fi, empatados em primeiro lugar. Eles são aqueles gêneros que eu me sinto em casa, sabe? É muito gostoso de escrever, porque são tantas possibilidades a criar. Gosto dessa liberdade que esses gêneros me dão.
  • Com qual idade você começou a se interessar pela escrita e o que lhe motivou a começar a escrever a sua primeira história?
    R: Eu comecei a escrever profissionalmente em 2015, quando publiquei minha primeira obra no wattpad, mas a paixão pela literatura vem desde a infância. Só que chega um momento na vida de alguns leitores que a gente quer ler histórias que ainda não foram escritas! E foi isso que me motivou a começar meu primeiro livro “A Fortaleza: mundo sombrio”.
Sobre escrita e questões pessoais:
  • Para mim e os leitores te conhecerem melhor, conte-me um pouco sobre você: Hobbies, livros e autores preferidos, manias de escrita, etc.
    R: Oi, leitores desse blog cheio de amor! Eu sou a Day Fernandes, chocólatra assumida, mega fã de scifi e teorias da conspiração, também sou psicóloga e tenho 27 anos. Amo gatinhos, amo abraços, amo astronomia, amo literatura e tenho uma coleção de moedas! Entre meus autores preferidos posso citar o André Vianco (meu mestre Jedi), Carina Rissi, Babi A. Sette, Ray Tavares, Julia Quinn, Sarah J. Maas, King… São muitos! 
  • Cada escritor tem suas próprias inspirações e momentos de criação. Normalmente, como surgem as suas histórias?
    R: Cada história tem uma inspiração diferente! Às vezes é uma música, uma imagem, alguma situação que vejo na rua, no trabalho. Às vezes a inspiração vem de um sonho, ou até mesmo de pesquisas para outra história que não tinha nada a ver com aquela. 
  • Como a sua família reagiu quando soube que você queria seguir a carreira de escritora? Teve alguma reação negativa ou desmotivadora?
    R: Sempre tem. Minha mãe e meu esposo são meus maiores incentivadores e fazem de tudo pra me ajudar. São meus alicerces, com certeza! 
  • Quais conselhos você divide com os novos escritores? Tanto no meio da escrita como também sobre publicação, criatividade, etc.
    R: Uma coisa que eu digo a todos que estão começando: tenha calma! Escreva o livro primeiro, deixe ele amadurecer. E também invista na profissionalização! 
  • Como foi para você ter todo esse carinho com seu mais recente livro?
    R: Eu amo receber esse carinho dos leitores. Com o lançamento de Uma Ilha no Atlântico, meu coração ficou cheio de felicidade por receber tanto apoio. Sinto vontade de abraçar todos os leitores! 
  • Qual sua opinião sobre a falta de representatividade nos livros?
    R: A representatividade é algo que vem mudando. Sinto que cada vez mais autores estão incentivando isso (inclusive eu mesma) e fico muito feliz. 
  • O que a literatura é em sua vida?
    R: A literatura é meu coração. Minha liberdade. 
  • Qual a pior ação de um escritor na sua opinião?
    R: Não ter humildade. 
  • Qual seu escritor(a) favorito(a)? E o que mais te inspira?
    R: André Vianco e Carina Rissi (nacionais). São os dois que mais me inspiram também porque sei da jornada que eles precisaram percorrer antes da publicação. Um caminho nada fácil, mas eles venceram. Admiro muito isso! 
  • Por fim, deixe um recado para seus leitores ou futuros leitores. Esse espaço é seu! 
    R: Quero agradecer de coração pela oportunidade de estar aqui e dividir um pouquinho de mim com vocês! Obrigada pelo carinho comigo e com a literatura nacional! Vocês são os melhores leitores do mundo! 
Espero que tenham gostado da oportunidade de conhecê-la melhor e se tiverem alguma outra pergunta, algo que queiram saber sobre ela ou sobre o mundo da literatura, deixem aqui nos comentários que pedirei para ela responder. 
Acompanhe a reta final da nossa maratona através da hashtag #MaratonaFortaleza nas redes sociais. E não se esqueça, você pode adquirir o seu e-book através da Amazon ou o livro físico através do site oficial da autora.
Até a próxima, beijos!