Arquivo de 26 de setembro de 2018
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Resenha: Duologia Contando estrelas

26 setembro 2018

Oi gente, tudo bem? Por aqui, tudo bem também.
Com esse box, aprendi que, quando o título contém “estrelas”, vai dar ruim. Você vai chorar e se emocionar mesmo que não queira. Pode até tentar ser forte, mas não conseguirá se manter assim por muito tempo.
Lição aprendida, vamos à resenha.

Título: Contando estrelas
Autora: Sinéia Rangel
Sinopse:

Fera e Amber estavam ansiosos pelo nascimento do seu primeiro filho, mas de repente, os sorrisos foram substituídos por lágrimas, a ansiedade por apreensão, e aquele que seria o momento mais importante das suas vidas foi sufocado pela dor.
Hope e Liam não tinham planos de ter filhos, seus sonhos seguiam em vias opostas e quando uma gestação inesperada se coloca em seus caminhos, eles precisam improvisar.
Duas histórias entrelaçadas.
Dois bebês que vão transformar a vida desses casais.
Juntos eles vão aprender que dor e esperança podem caminhar lado a lado.

Fera (!) e Amber se conhecem ainda jovens, na faculdade. E desde sempre são um casal, do tipo de dar inveja de tanto amor, mesmo sem adotar nenhum tipo de rótulo de relacionamento. Vivem em sintonia, se completam e sabem mais do outro do que de si mesmo. 
Amber é super inteligente e determinada, linda e cativante. Por onde passa, deixa todos apaixonados por ela. É médica pediatra no mesmo hospital que Fera.
Fera, apelido que você passa a entender ao longo do livro, é um cara descontraído, lindo e generoso. Tem bons amigos de longa data e é super apegado à família. É neurocirurgião e bem sucedido. É todo tatuado, boa pinta e já foi muito pegador quando mais jovem. Sente um amor imensurável por Amber, e mesmo que seu relacionamento com ela não tenha um “nome”, sabe que é para a vida toda.
A notícia de um bebê a caminho transforma a vida do casal e de todos ao redor, e a reação de Fera é a melhor! Mas com a gravidez, chegam também as preocupações e cuidados com Amber. E é aqui que o sofrimento começa. Um acontecimento gigantesco abala tudo, inclusive seu emocional.
O livro dá alguns saltos no tempo, mas nada que tire o sentido da história. É como se a autora estivesse contando em pequenos resumos cada fase do casal.
E num desses saltos, você passa a conhecer e admirar ainda mais o Fera, que é um marido e pai dedicado. Ele é amoroso, cuidadoso, preocupado e faz o impossível para que suas garotas fiquem bem, inclusive se deixar em segundo plano.

— Quinze anos e três meses depois, aqui estamos nós. — Sorrio, sem afastar os olhos do pequeno corredor, decorado com pétalas brancas e velas.
— Ninguém pode dizer que você não é persistente. — Ele brinca.
— Podia demorar mil vidas, ainda me casaria com ela.

O livro um é quase todo narrado por Fera, em primeira pessoa, e isso é demais! A linguagem que a autora usa com Fera é jovem, descontraída e nos momentos mais tensos, cheio de emoção. Fera é um cara muito romântico e quente, e isso fica bem claro em sua narrativa.
Amber é mais coadjuvante do que principal nesse livro, mas fica bem claro que é ela quem rege todo o universo de Fera. E Hope, que se destaca mais no livro dois.
Fera é romântico assim:

Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente eu sei que vou te amar

No livro dois conhecemos o depois. Depois do início da vida a dois de Fera e Amber, depois da dificuldade de sua gravidez e as consequências que a vida trouxe. E também é sobre Hope e as pessoas ao seu redor.
Adorei a mudança que Amber teve no fim do primeiro livro e como ela é no segundo. Sua transformação como pessoa, esposa e mãe foi surpreendente.
No segundo livro tem um salto maior de tempo, passando pela infância peculiar de Hope e o início de sua juventude. Muitos personagens são apresentados, e os capítulos passam a ser narrados intercalando entre eles.
Fera ainda é muito presente, e suas principais características são mantidas, como o bom humor, o romantismo e o sarcasmo. E mesmo que agora tenha muito mais personagem envolvido, tudo ainda gira ao redor de Fera e Amber. 
Fera e Amber são o centro dessa grande família louca, bagunceira, sonhadora e cheia de amor. O casal participa ativamente na vida da filha, dos sobrinhos, afilhados e amigos, e a forma como lidam com os obstáculos é muito fod*.
Hope, por um momento, ganha minha ira. Ela é aquela garota prodígio que sonha em conhecer além do mundo, mas não tem maturidade com as coisas mundanas. Por um deslize (não dela), me senti tentada a odiá-la por conta de seu comportamento, e fiz isso durante um tempo. Mas depois, ela conseguiu se redimir, e passei a vê-la com outros olhos.
A escrita é uma delícia. Tem humor, sarcasmo, piadas internas e muito carinho. Amei o final que a autora deu para todos os personagens, e a justiça foi feita.
E meu personagem favorito? Fera, é claro.
Nota:
Beijo
Boa leitura!