Arquivo de setembro de 2018
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Resenha: O lado feio do amor

28 setembro 2018
Oi gente, tudo bem? Por aqui, tudo certo.
Venho aqui hoje contar uma novidade super bacana e de superação: consegui ler um romance que não seja escrito pelo Nicholas Sparks (obrigada por me proporcionar esse momento May), acrescento ainda que essa nova experiência foi fantástica o suficiente para que eu lesse “O Lado Feio Do Amor”, de Colleen Hoover, em apenas dois dias.
Você não irá se arrepender de conhecer um pouco mais deste livro.
Vem comigo…
Título: O Lado Feio do Amor
Autora: Colleen Hoover
Sinopse: 
Quando Tate Colins se muda para o apartamento do irmão, em São Francisco, pronta a se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imagina estar prestes a conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento em que companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo.
Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin Colins, sabe ser persuasivo. E muito. Apesar de reservado, e da armadura emocional que carrega para não deixar estranhos se aproximarem e descobrirem nada a ser respeito, ele instantaneamente seduz Tate com seu jeito misterioso e físico perfeito. Mas sua beleza esconde um passado repleto de dor.
O que os dois sentem não é amor a primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. Miles, no entanto, se recusa a abaixar as barreiras que construiu em volta de si mesmo e impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será apenas uma relação casual e nada mais; nenhum dos dois quer se envolver.
Eles têm sintonia perfeita. Quando estão juntos Tate se entrega sem pensar nas consequências, no que seu irmão faria se descobrisse aquele romance proibido acontecendo bem debaixo de seu nariz. Mas a verdade é que ela não pode resistir a Miles. E quando se dá conta, já ultrapassou todos os limites… Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo.

Meus queridos, aprendi com essa leitura que nunca devemos prometer algo que não iremos cumprir, e que vocês não precisam esperar um romance água com açúcar desse livro, pois ele passa longe disso. Ele é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O. Trago hoje para vocês uma trama envolvente, capaz de te fazer sentir ódio e amor pelos personagens em questão de minutos.
Tate Colins chega ao apartamento de seu irmão Corbin para se hospedar durante o período necessário para arrumar um emprego que lhe permita conciliar trabalho e seu mestrado em enfermagem.
Logo ao chegar ao prédio onde mora seu irmão, Tate conhece Samuel, o Cap (como gosta de ser chamado), que é o funcionário responsável por comandar os “vôos” do elevador pelos andares do prédio. Embora Tate ainda não seja capaz de notar, ele se tornará seu amigo durante sua hospedagem no apartamento de Corbin.
Após uma breve conversa com Cap, Tate segue para o seu apartamento de destino, e se surpreende ao se deparar com um homem caído, aparentemente bêbado, justamente na porta do apartamento de Corbin. Sem saber o que fazer, ela liga para o irmão que a princípio não sabe dizer quem pode ser o homem, mas a auxilia a empurrá-lo, e entrar para o apartamento. Após um tempo de conversa entre os dois, Tate consegue entrar, porém, é obrigada a sair logo em seguida e abrigar o bêbado. O rapaz alto, musculoso e de boa aparência caído na porta era Miles, o melhor amigo de Corbin… Embora as condições atuais de Miles não fossem as mais favoráveis, Tate não pode deixar de notar sua beleza.
Ao acordar na manhã seguinte, Tate se depara com Miles na porta do quarto onde ela estava, sem entender o que fazia no apartamento de Corbin, e quem era ela. Miles faz algumas perguntas e eles acabam não se conhecendo da forma mais amigável, porém, prometem que irão começar novamente, com o pé direito e tentarem ser amigos. 
Mas quem consegue ser apenas amigo de alguém que faz suas pernas tremerem e o desejo crescer dentro de si? 
Na primeira oportunidade a sós, é impossível para Miles resistir ao desejo que sentia por Tate, e ele acaba beijando-a, e após isso acontecer eles decidem, com consentimento de ambos, iniciar uma espécie de relacionamento, onde existia apenas duas regras: Tate não poderia fazer perguntas sobre o passado, e nem esperar um futuro dele. A princípio parecia uma boa proposta para ela, afinal estava focada no trabalho e em seus estudos, mas com o passar dos dias, e do crescente envolvimento entre eles, Tate queria saber cada vez mais sobre Miles, e o que o tornava um homem com uma armadura tão forte contra sentimentos. Era impossível não desejá-lo. Era impossível cumprir as regras.

“Agora eu sou uma pauta. Não quero ser uma pauta. Quero ser um plano. Um mapa. Quero estar no mapa do futuro dele.” 

A verdade era que Tate sonhava com um belo amor entre eles. E Miles, conhecia o lado feio do amor, e não queria se permitir vivê-lo novamente.
O livro é narrado em primeira pessoa, sendo que cada capítulo é narrado por um dos personagens, Tate, Miles em duas diferentes épocas de sua vida, e por fim, um personagem extra que lhe trará sentimentos fortes e diversas emoções. Os capítulos narrados por Tate são padronizados, seguindo narrações e diálogos, já os capítulos em que Miles descreve, é como se fossem poesias, cheias de amor e sentimento, que nos fazem voar para junto dele, e sentir a emoção de cada palavra, e entender o motivo dele ser um homem tão duro, e, deixar de odiá-lo pelas atitudes.

“Acho que, se um homem vivenciasse o lado mais feio do amor, nunca mais iria querer senti-lo novamente.”

O livro é fantástico. Os personagens são envolventes. A trama bem desenvolvida. A leitura é gostosa. O final, é o típico final apaixonante que os amantes de romance esperam. E a capa, um detalhe a parte… No início, os detalhes da capa não são entendidos, mas como o desenrolar do livro, fica nítido o motivo, e ela passa a ser fantástica. Essa obra já foi para a lista dos meus favoritos, e a autora, já ganhou um espaço na minha estante, e coração.
Agora, se aceitam um conselho, vão agora mesmo ler esse livro, e viajem nessa trama envolvente.
Espero vocês para me contar o que acharam desse romance.

Nota:

Boa leitura.

Até mais!
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Resenha: Duologia Contando estrelas

26 setembro 2018

Oi gente, tudo bem? Por aqui, tudo bem também.
Com esse box, aprendi que, quando o título contém “estrelas”, vai dar ruim. Você vai chorar e se emocionar mesmo que não queira. Pode até tentar ser forte, mas não conseguirá se manter assim por muito tempo.
Lição aprendida, vamos à resenha.

Título: Contando estrelas
Autora: Sinéia Rangel
Sinopse:

Fera e Amber estavam ansiosos pelo nascimento do seu primeiro filho, mas de repente, os sorrisos foram substituídos por lágrimas, a ansiedade por apreensão, e aquele que seria o momento mais importante das suas vidas foi sufocado pela dor.
Hope e Liam não tinham planos de ter filhos, seus sonhos seguiam em vias opostas e quando uma gestação inesperada se coloca em seus caminhos, eles precisam improvisar.
Duas histórias entrelaçadas.
Dois bebês que vão transformar a vida desses casais.
Juntos eles vão aprender que dor e esperança podem caminhar lado a lado.

Fera (!) e Amber se conhecem ainda jovens, na faculdade. E desde sempre são um casal, do tipo de dar inveja de tanto amor, mesmo sem adotar nenhum tipo de rótulo de relacionamento. Vivem em sintonia, se completam e sabem mais do outro do que de si mesmo. 
Amber é super inteligente e determinada, linda e cativante. Por onde passa, deixa todos apaixonados por ela. É médica pediatra no mesmo hospital que Fera.
Fera, apelido que você passa a entender ao longo do livro, é um cara descontraído, lindo e generoso. Tem bons amigos de longa data e é super apegado à família. É neurocirurgião e bem sucedido. É todo tatuado, boa pinta e já foi muito pegador quando mais jovem. Sente um amor imensurável por Amber, e mesmo que seu relacionamento com ela não tenha um “nome”, sabe que é para a vida toda.
A notícia de um bebê a caminho transforma a vida do casal e de todos ao redor, e a reação de Fera é a melhor! Mas com a gravidez, chegam também as preocupações e cuidados com Amber. E é aqui que o sofrimento começa. Um acontecimento gigantesco abala tudo, inclusive seu emocional.
O livro dá alguns saltos no tempo, mas nada que tire o sentido da história. É como se a autora estivesse contando em pequenos resumos cada fase do casal.
E num desses saltos, você passa a conhecer e admirar ainda mais o Fera, que é um marido e pai dedicado. Ele é amoroso, cuidadoso, preocupado e faz o impossível para que suas garotas fiquem bem, inclusive se deixar em segundo plano.

— Quinze anos e três meses depois, aqui estamos nós. — Sorrio, sem afastar os olhos do pequeno corredor, decorado com pétalas brancas e velas.
— Ninguém pode dizer que você não é persistente. — Ele brinca.
— Podia demorar mil vidas, ainda me casaria com ela.

O livro um é quase todo narrado por Fera, em primeira pessoa, e isso é demais! A linguagem que a autora usa com Fera é jovem, descontraída e nos momentos mais tensos, cheio de emoção. Fera é um cara muito romântico e quente, e isso fica bem claro em sua narrativa.
Amber é mais coadjuvante do que principal nesse livro, mas fica bem claro que é ela quem rege todo o universo de Fera. E Hope, que se destaca mais no livro dois.
Fera é romântico assim:

Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente eu sei que vou te amar

No livro dois conhecemos o depois. Depois do início da vida a dois de Fera e Amber, depois da dificuldade de sua gravidez e as consequências que a vida trouxe. E também é sobre Hope e as pessoas ao seu redor.
Adorei a mudança que Amber teve no fim do primeiro livro e como ela é no segundo. Sua transformação como pessoa, esposa e mãe foi surpreendente.
No segundo livro tem um salto maior de tempo, passando pela infância peculiar de Hope e o início de sua juventude. Muitos personagens são apresentados, e os capítulos passam a ser narrados intercalando entre eles.
Fera ainda é muito presente, e suas principais características são mantidas, como o bom humor, o romantismo e o sarcasmo. E mesmo que agora tenha muito mais personagem envolvido, tudo ainda gira ao redor de Fera e Amber. 
Fera e Amber são o centro dessa grande família louca, bagunceira, sonhadora e cheia de amor. O casal participa ativamente na vida da filha, dos sobrinhos, afilhados e amigos, e a forma como lidam com os obstáculos é muito fod*.
Hope, por um momento, ganha minha ira. Ela é aquela garota prodígio que sonha em conhecer além do mundo, mas não tem maturidade com as coisas mundanas. Por um deslize (não dela), me senti tentada a odiá-la por conta de seu comportamento, e fiz isso durante um tempo. Mas depois, ela conseguiu se redimir, e passei a vê-la com outros olhos.
A escrita é uma delícia. Tem humor, sarcasmo, piadas internas e muito carinho. Amei o final que a autora deu para todos os personagens, e a justiça foi feita.
E meu personagem favorito? Fera, é claro.
Nota:
Beijo
Boa leitura!
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Resenha: O coração da fera

24 setembro 2018

Oi gente, tudo bem? Tudo bem por aqui também.
Esse livro é uma releitura de um famoso conto de fadas, mas que está tão próximo da realidade que nos faz pensar se não estamos deixando algo passar batido na vida.

Título: O coração da fera (Conto de fadas moderno)
Autora: Katy Regnery
Sinopse:

Um erro de julgamento destruiu a carreira dela…
A promissora jornalista investigativa, da cidade de Nova York, Savannah Carmichael, viu sua carreira ir por água abaixo quando foi enganada por alguém em quem confiava ao ser apresentada a uma fonte não fidedigna. Voltando à sua cidade natal, ela tem uma nova oportunidade quando um jornal de menor expressão lhe dá a chance de provar seu valor, escrevendo uma matéria especial para a edição de Quatro de Julho. Imediatamente, Savannah se lembra do “eremita” da cidade; um veterano ferido que retornou há oito anos e nunca mais foi visto. Ele seria seu passaporte para voltar à ativa.
Um passo em falso destruiu a vida dele…
Asher Lee quis fazer a diferença na vida dos outros, pelo seu país, e se alistou após o 11 de Setembro. Alguns anos depois, teve sua vida modificada quando uma mina no Afeganistão praticamente destruiu o lado direito de seu corpo. Agora, ele faz jus ao apelido que recebeu na cidade ao viver escondido em sua enorme casa; uma ‘fera’ vivendo uma semi-vida através dos romances que lê avidamente. Quando uma bela repórter aparece à sua porta, trazendo-lhe brownies e querendo fazer sua história conhecida, a princípio ele reluta, para mais adiante, não só aceitar, como se ver enredado em sentimentos que nunca ousou pensar que lhe seriam permitidos novamente. Ela era seu passaporte para a esperança.
E juntos, tornaram suas cicatrizes uma ponte para o Amor.
Savannah e Asher criaram um vínculo imediato, tocando o coração um do outro de formas que nem imaginavam ser possível. Mas um terrível erro ameaça distanciá-los, e terão que decidir se o amor que aprenderam a conhecer é forte o suficiente para lutarem por seu final feliz.

Até lembra A Bela e a Fera, mas não tem aquela mágica da beleza física do final. Ainda bem. Asher sabe como se parece aos olhos dos outros e sabe como as pessoas podem ser cruéis por conta de sua aparência. E sua proximidade com Savannah o faz pensar mais ainda nisso.

Savannah, apesar de ser independente e ter vivido na cidade grande, é carente de afeto. E isso porque já teve seu coração partido, e além disso, tomou uma rasteira profissionalmente.

Asher vive recluso porque perdeu seus pais muito jovem, não tem irmãos e perdeu os amigos assim que retornou da guerra. Assim, não teve ninguém para quem voltar. E a única pessoa com quem tem contato, além de médicos ocasionalmente, é sua governanta, Srta. Potts.

Como no conto de fadas, a atração e a paixão surgem bem rápido. Fiquei esperando, durante todo o livro, o mocinho achar que a mocinha estava com ele por dó. Mas isso não aconteceu, ainda bem de novo. Porque se tem algo mais chato num livro é falta de amor próprio. O único receio de Asher ao ficar com Savannah é que ela não aproveite as oportunidades da vida estando ao lado de um eremita, ou então, vivendo com ele na cidade grande.

O livro conta basicamente o desenvolvimento do relacionamento deles. Como começou, suas neuras e preocupações e os sentimentos envolvidos. O erro que quase os separou poderia ser evitado? Com certeza, mas o medo de ambos não os deixou pensar com clareza.

A personalidade de ambos não tem nada de bizarro ou peculiar. Porém, ambos são muito leais aos seus, ou seja, Savannah é muito ligada à família e Asher tem um apreço surreal por Srta. Potts.
É um lindo romance, estragado por sua narrativa em terceira pessoa. Você consegue imaginar uma cena de sexo em que o dito cujo é chamado pelo seu nome científico? Eu não, portanto, a autora pecou nessa parte.

No mais, a trama é simples, do tipo romance água com açúcar e mais clichê, impossível. É como uma brisa fresca, em que a mensagem é muito clara para mim: a aceitação de que é merecedor de algo bom é o primeiro passo para seguir em frente.

Nota:

Beijo

Boa leitura!