Arquivo de agosto de 2018
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Resenha: Uma ilha no Atlântico

31 agosto 2018
Oi gente, tudo bem? Por aqui tudo bem também.
Um tempinho atrás, postei aqui as primeiras impressões do novo livro de Day Fernandes, e hoje vou falar de TODAS as impressões que tive!
Vamos lá?!

Título: Uma ilha no Atlântico
Autora: Day Fernandes
Sinopse:

Para a arquiteta Mariana Fragoso, uma das maiores certezas de sua vida é que morrerá solteira. Ela acredita que o amor pertence somente ao mundo da fantasia, e quando se trata de assuntos do coração, se protege com uma blindagem extraforte. Até embarcar em uma aventura inesperada.
Sob a responsabilidade de chefiar a construção de um imóvel, Mariana é enviada para Maris, uma ilha do outro lado do Oceano Atlântico. Entretanto, logo após conhecer Théo Santiago, o misterioso proprietário do terreno no qual vai trabalhar, ela se vê cercada por uma esfera eletrizante, um tipo de força que sempre a leva em direção a ele. E é aí que tudo começa a dar errado!
Decidida a evitar seu novo cliente – e as sensações que ele lhe provoca quando está por perto –, Mariana planeja terminar seu trabalho o mais rápido possível. Mas o destino parece ter outros planos…
Ao longo de sua estadia nessa ilha paradisíaca, coisas inexplicáveis começam a acontecer. Terremotos, invasões, e um certo par de olhos azuis viram sua vida de ponta-cabeça. E em meio a sonhos assustadores, lembranças fragmentadas e um segredo que envolve seu passado, presente e futuro, Mariana precisará fazer uma escolha mais difícil do que imagina, além de tentar escapar da armadilha mais temida de todas: o amor!

Quando duas pessoas até então desconhecidas sentem uma conexão instantânea e poderosa, só podemos atribuir a “culpa” à força da natureza. E ela realmente o faz. Terremotos, tempestades e incêndios acontecem para nos provar isso.

Maris, a ilha no Atlântico em que Mariana vai a trabalho, esconde muitos segredos e seus moradores se mostram mais misteriosos ainda. Sua extrema preservação, construções históricas e uma lenda que parece guiar seus habitantes fazem da ilha mais interessante do que parece.

Théo é o cara que tira Mariana dos eixos. Ele é o mais misterioso de todos, que chega a dar raiva. Dá a impressão que ele quer que Mariana descubra tudo por si mesma. Théo é extremamente cavalheiro,  protetor demais e seu jeito de falar é muito diferente do que estamos acostumadas. Ele é lindo, intenso e temos a impressão que seu olhar transmite tudo o que sente. Não é de admirar que Mariana fique atraída por ele.
Essa força que gravita ao redor de Mariana e Théo é o ponto central do livro. Demorei um pouco para perceber os motivos, mas estão diretamente ligados à história da ilha e da lenda que a cerca. Todas as cenas que envolvem esses mistérios e os muitos sonhos de Mariana são bem detalhistas e dá para sentir exatamente o que os personagens sentem. O detalhismo que me incomodou nas primeiras impressões é justificado nesse trecho do livro.

Trazida sabe-se lá de onde, uma rajada de vento soprou com força, balançando as folhas das árvores e estremecendo a superfície calma do lago. E trazendo mais sussurros com ela… “Está vindo…” “Prepare-se…” “…machucar” “…ajuda” “…mal” Outras vozes fantasmagóricas se juntaram à primeira, e agora ressoavam de todo lugar, frias e mórbidas, atravessando meus pensamentos (…).

Tive a sensação de uma das cenas principais do livro ser parecida com um dos filmes da Saga Crepúsculo, ao encarar as recém descobertas. Achei bem parecida mesmo! Quem assistiu/leu a saga vai entender quando chegar nessa parte.
No geral, o livro é bem escrito e a trama interessante. Mas, fiquei com a sensação de que faltou tanto romance como fantasia. Senti que ambos os temas poderiam ser mais desenvolvidos; O relacionamento de Théo e Mariana poderia ser mais complexo e não apenas instantâneo. Claro que o fator “instantâneo” tem total sentido na trama, mas esperava que fosse mais do que isso. Até porque Théo esperava por esse sentimento há anos. E quanto ao mistério, a aceitação de Mariana foi fácil demais, porque eu teria, no mínimo, surtado ao descobrir tudo.

— Mariana Fragoso, minha Vasilissa (…).

Nota:
Beijo
Boa leitura!
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Resenha: Menos que nada

30 agosto 2018

Oi gente, tudo bem? Tudo bem também!
Eita… esse livro é… intenso.
“Éramos sádicos em um jogo viciante” é a frase da capa, mas nada te prepara para o que virá.
O que é viciante é esse casal, que frita seus miolos com essa “guerra” de poder.

Título: Menos que nada
Autor: Loud Chaos
Sinopse:

Para todas as garotas, Callum Trenton era um sonho. Sua beleza gritante deixava até as mais populares e confiantes sem palavras. Elas se transformavam em seres humanos patéticos ao redor dele. Ele resumia todas a absolutamente nada.
Mas, para mim, Callum Trenton era um pesadelo.
O pior deles.
E se houvesse um inferno, ele era Lúcifer.
Cora Arsen passou mais de um ano fugindo de seu passado. Fugindo das lembranças, da perda, da dor.
Fugindo dele.
Ela quer recomeçar e esquecer tudo o que aconteceu nos últimos anos de sua vida.
Mas o destino dos dois se cruza novamente.
E depois desse reencontro, nada nunca mais será o mesmo.

Comecei a ler sem saber o que esperar. Nem imaginava o tipo de “inferno” a qual Cora seria submetida. E nem como Callum seria apresentado. A surpresa foi total! E a intensidade das coisas foi surpreendente.
É uma trama MUITO bem escrita, envolvente, sentimental e pesada. É meio que uma tortura psicológica com os personagens e com os leitores. Até o meio do livro você se questiona se pode haver um final feliz.
Maldoso ao extremo, Callum tem raiva correndo nas veias e não tem problema nenhum em intimidar Cora. Ele tem seus motivos, e parece que Cora sabe bem porque é tão intimidada.
O motivo de todo o ódio de Callum por Cora é foda. Ele a usa como uma forma de castigo, por ela lhe lembrar a razão da destruição de sua família, mesmo que seus motivos sejam os mais egoístas. Callum não pode ver Cora em paz ou ver outras pessoas se aproximando dela. Ele não acha que ela tem esse direito, e deixa isso bem claro para todos ao redor.

— Fique longe dele. E de todas as pessoas com quem me relaciono. — Seus olhos estavam fixos e duros nos meus.
— Estou ficando um pouco cansada das suas ordens.
— Não é uma ordem, é uma ameaça. E você devia ouvi-la, Arsen, porque estou ficando cansado para caralho de você me desobedecendo.

As poucas pessoas que se aproximam de Cora e que não se deixam intimidar por Callum são Saga e Jack, que acabam se tornando os únicos amigos de Cora. Saga e Jack tem a dose perfeita de sarcasmo, divertimento e desprendimento, mas tem uma lealdade absurda com os seus, e assim fazem com Cora.

— Garoto terrivelmente bonito, mal compreendido e sexy demais para o próprio bem — disse ele, com o rosto sério e levemente melancólico, como se a vida fosse dura demais.

Cora e Callum viviam para esse jogo de provocação e maldade. Mais Callum, que estava sempre um passo à frente de Cora. Era vingança pura, mas uma coisa acontece e muda todo o cenário. Um ato de coragem de Cora e tudo muda.

Estávamos em uma dança pela posse do controle. Para ver quem tinha o comando daquele jogo. Quem liderava.

Com o passar dos capítulos, narrados ora por Cora ora por Callum, conhecemos melhor o início de tudo. Aos olhos de Callum, foi Cora quem teve o primeiro ato de vadia, se intrometendo nas decisões de quem não deveria. Mas o fato de Callum ter achado que aquele era o início de toda a raiva, Cora não é tão vadia assim. Assim como ele, ela tem problemas com a mãe e sofre com perdas importantes, mas nem por isso tem a simpatia dele. E essas perdas são o que os fazem ser quem são.
Mas Callum defendia Cora de outras ameaças, como caras valentões que tentavam intimidá-la. Só ele era permitido tais atos, e mesmo assim, era muito estranho.
Nunca imaginaria os sentimentos que de fato existiam. Sem mais palavras sobre isso por conta dos spoilers! Mas estão lá, e é foda! Vontade de pegá-los no colo e apertar pra sempre.
Adorei que a autora refere-se à garotas de uns vinte anos como mulheres, e rapazes como homens. Nota-se a maturidade dos personagens e o pesado fardo que carregam. As perdas e sofrimento pelos quais passaram, obrigaram ambos a assumir muito cedo as responsabilidades da vida adulta.
Os personagens são muito bem desenvolvidos e as personalidades marcantes. A trama tem muitos elementos pesados, mas desenvolvido com muita delicadeza, sem banalizar nenhuma dor. A escrita é perfeita e os sentimentos tão bem expressados que sentimos exatamente o que o personagem quer transmitir.
E além de toda a trama, Menos que nada é sobre redenção e perdão. É sobre deixar que coisas mais importantes guiem sua vida, e aceitar que é merecedor de coisas boas. E que deixar pessoas entrarem é tão importante quanto deixá-las ir.

Nota:

Beijo

Boa leitura!

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Sim, talvez ou jamais?

28 agosto 2018
Oi gente, tudo bem? Por aqui tudo bem também.
Sabe quando você não sabe o que ler e gostaria de umas indicações bacanas e rápidas? Pois é, fizemos isso pra vocês!
A seguir, vamos apresentar alguns livros que lemos ao longo do ano e dizer se recomendamos: sim, talvez ou jamais. Abaixo, resumimos o que cada recomendação nossa representa.
Lembrando que é nossa opinião individual e que pode ser diferente da sua ao ler um desses livros ou até de algum outro blog, ok?
😆 O que faz a recomendação ser SIM: Um texto bem escrito, trama bem desenvolvida e personagens cativantes são fundamentais para um livro ser considerado bom. Além disso, a escrita deve ser capaz te fazer imaginar as cenas como num filme, ou saborear cheiros, gostos e principalmente sensações.

😶 O que faz a recomendação ser TALVEZ: Ao mesmo tempo em que um livro não tão bem escrito deixaria, muitas vezes, de ser atrativo, uma trama criativa e bem desenvolvida permite que você preencha a falta de detalhes com sua própria criatividade. Os personagens podem até serem rasos de personalidade, desde que as peças se encaixem e que cada um tenha seu papel na trama. Alguns errinhos leves de português ou de digitação que não tiram o sentido da leitura são aceitáveis, assim como os detalhes técnicos, como diagramação do livro físico ou do e-book.

😞 O que faz a recomendação ser JAMAIS: Erros de português, falta de gancho entre capítulos ou personagens medíocres tiram todo o tesão de um leitor. Livros com o mesmo tema e/ou personagens e situações parecidas são aceitos, mas cópia não. Usar um tema conhecido OK, mas trazer os mesmos dramas do original, nunca. Nem todo livro “nunca” o é por ser mal escrito. Você pode não gostar do desenvolvimento do tema, da linguagem utilizada ou até mesmo de um personagem específico, mesmo sendo um autor que tenha te prendido num outro livro de sua autoria. O livro pode ter todos os atrativos, mas se não nos prender, de nada adianta.

Vamos lá!


Recomendações (ou não) da Flá:
😆 Os números do amor, de Helen Hoang
😆 A mais bela melodia, de Carol Teles
😆 Mr. Romance, de Leisa Rayven
😞 Big rock, de Lauren Blakely
😞 Além das cores, de Camila Moreira
😞 Não se apaixone por mim, de L. C. Almeida
😶 Bruto e apaixonado, de Janice Diniz
😶 Neandertal procura humano, de Penny Reid
😶 Imbatível, de Stuart Reardon e Jane Harvey-Berrick

Recomendações (ou não) da Carla:
😆 Em águas sombrias, de Paula Hawkins
😆 O projeto Rosie, de Graeme Simsion
😆 Série Trono de Vidro, de Sarah J Mass
😞 Boneco de pano, de Daniel Cole
😞 Baía da esperança, de Jojo Moyes
😶 Não há livros para essa categoria

Recomendações (ou não) da Mari:
😆 A viagem de Isis, de Gill Lewis
😆 Toradora (volume I), de Yuyuko Takemiya
😆 O Moleque Ricardo, de José Lins do Rego
😞 Log Horizon (volumes I e II), de Mamare Touno
😞 No Game No Life (volume I), de Yuu Kamiya
😞 O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares, de Ransom Riggs
😶 Noiva de Momento, de Leanne Banks

Recomendações (ou não) da May:
😆 Série Trono de Vidro, de Sarah J. Maas (Em especial: Império de Tempestades)
😆 O bosque de faias, de Amanda Bonatti
😆 Senhorita Aurora, de Babi A. Sette
😞 O Último herdeiro e a Pedra anuladora, de Renato Lira
😞 Sob a luz dos seus olhos, de Chris Melo
😶 Trilogia Encantados, de Raiza Varella
😶 Clube dos corações partidos, de Alex Well
😶 Como eu imagino você, de Pedro Guerra

E então, o que achou das nossas recomendações? Já leu algum desses?
Compartilhe conosco o que achou do post e dos livros que já leu! Ah! E aceitamos recomendações também!

Beijos, boa leitura!