Arquivo de junho de 2017
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Resenha: Art&Soul

30 junho 2017

Capa Art&SoulTítulo: Art & Soul
Autora: Brittainy C. Cherry
Sinopse:
Eu sempre tinha sido a estudante de arte invisível no colégio. Ignorada. Camuflada. Despercebida. Agora eu era Aria Watson …aquela garota.
Depois de uma má decisão e ser rotulada como puta, eu já não era invisível. Eu era a prostituta. A ignorante. A vagabunda. Eu nunca seria invisível novamente. Particularmente para Levi Myers. Ele era o garoto estranho com a bela alma que aceitava e compreendia a garota quebrada dentro de mim. Apaixonar-me não era o plano. Mas como eu poderia resistir as suas promessas de esperança? De perdão? De um futuro que eu tinha parado de sonhar? Nós estávamos quebrados. Estávamos com cicatrizes. Éramos algo estranho e bonito. Éramos duas almas perdidas, segurando a única coisa que poderia nos manter inteiros. Um ao outro.

Quando li a sinopse, achei que seria mais um drama adolescente com romance no meio. Achei que não conseguiria me concentrar na leitura nem gostar dos personagens adolescentes que são iguais em sua maioria. E tudo porque Sr. Daniels não me apetece. (A autora é a mesma do livro Sr. Daniels.)

Li algumas resenhas meio desacreditada que o livro era tudo isso, e me enganei. E muito.
Tem drama adolescente? Tem, de monte. Tem romance meloso? Tem. Tem mais drama? Tem.
Porééééém… a cada capítulo que ia lendo, fui me apaixonando mais e mais por Aria, que ganha o apelido de Art no decorrer na trama, e Levi, que é um absurdo de fofo!

Vamos aos pontos relevantes (hoje farei uma listinha, já que são muitos, assim ninguém se perde):

OBS: PODE CONTER SPOILER>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Tudo começa com amizade, o que é grande trunfo, já que normalmente a mocinha de apaixona pelo mocinho logo de cara.

O drama adolescente é um pouco diferente do que estamos acostumados (não vou dar spoiler aqui, de novo!) e ambos tem problemas, de diferentes gravidades.

Arte e música estão em todo lugar. Há descrições sobre a arte de cada um que são muito sensíveis e esclarecedores sobre como cada um se sente em relação a isso.

Há personagens secundários que mereciam um livro próprio (Simon e Abigail Esquisita).
Há uma adolescente grávida.
Há um pai com câncer.
Há uma mãe louca.
Há um suposto “amigo da família” que se mostra um escroto.
Há uma amiga com câncer que foi curada.
Há o tio meio hippie.
Há tantos fatores que cercam a trama que dá vontade de ter mais uns dois livros pra contar mais histórias.

Já falei que tem bastante drama? Pois bem. É tanto drama distribuído que você pensa que vai ficar doente só de ler. Mas não. Os casos são tratados com tanta sensibilidade e objetividade, que fica muito fácil ler. Os personagens não ficam remoendo seu problema, não tem essa de ‘ai, meu Deus, tô doente’, ‘ai, meu amor’, ‘ai, e agora, o que vou fazer?’, ‘ó vida, ó céus’. Esquece, porque não tem nada disso.

O casal mais fofo do momento tem seus problemas individuais, e que não são poucos. O coitado do Levi tem tanta coisa nas suas costas, que dá vontade de botar ele no colo! Ele tem tanta maturidade e amor ao próximo que é invejável! Só tenho coisas boas pra falar sobre o Levi.

A Aria (Art) que faz par romântico com o Levi também tem seus problemas, e o principal deles foi ser sempre invisível aos olhos do pessoal da escola. Até que… sem spoiler… passa a ser vista por seus colegas como prostituta e outras coisas. O motivo, na minha opinião, é meio banal pra ela ser tão hostilizada como é. Vemos isso o tempo todo! Não quero dizer que isso é ‘normal’, mas é o que tem acontecido com muita frequência.

Aria é família, é leal, é artista, é linda, é problemática, tem problemas. Paixão 1.
Levi é lindo, é fofo, é inteligente, é amoroso, tem problemas, é fofo, mas tão fofo, que tenho vontade de escrever só fofo fofo fofo…rs. Paixão 2.

O casal secundário foi tão bem incorporado ao livro, que não posso chama-los de coadjuvantes. Foram tão importantes quanto Art e Levi no livro inteiro. E como já falei acima, mereciam (na minha vontade de leitora) mais um livro!

Falando sobre o casal secundário: no início eles não eram um casal, e tiveram que cortar um dobrado pra ficar junto e no final, que merd*. Mas são lindos esses dois. O Simon é o tipo nerd, com TOC, que tem zero de interação social (além da Aria, de quem é melhor amigo e vice-versa). Ele tem mania pelo número 4, e no decorrer do livro você entende por que. A Abigail Esquisita é a pessoa mais otimista que eu conheço! Ela é realmente esquisita, desengonçada, parece até meio louca. Mas também tem sua explicação. E me apaixono por ela.

Abigail tem sacadas inteligentes, é inteligente, é companheira, é irônica, tem problemas.
Simon é esquisito, tem TOC, é inteligente, é amigo, é companheiro, tem problemas.

Todos esses personagens tem suas características e personalidades próprias, mas foram feitos um para o outro. A autora soube juntas quatro diferentes que formaram um todo nessa história. E por isso eu adorei e recomendo.

O final tem momentos tristes e felizes, nada daqueles finais clichês que vemos tanto por aí. Cada qual tem seu final “merecido”, não que o personagem tenha merecido aquele fim, mas sim que pelo decorrer da história, foi o mais adequado ter acontecido.

No geral, o livro é triste, tem drama pra caramba e tem romance. Tudo na medida. Nada mais, nada menos. Eu dou nota 10.

Beijos e boa leitura!

Nota:

O post original desta resenha foi feito em 13/08/2015 e você pode conferi-lo aqui.

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Resenha: A anatomia de um coração

28 junho 2017

a-anatomia-de-um-coracaoNome: A anatomia de um coração
Autora: Jenn Bennett
Sinopse:
Beatrix se sente num limbo quando o assunto é relacionamento. Estranha demais para os esportistas, não estranha o suficiente para os geeks. O fato é que ela é uma jovem artista, mas geralmente os rapazes se assustam com um detalhe: seu talento peculiar em fazer ilustrações da anatomia humana. E, na real, ela não está nem um pouco preocupada em se encaixar num padrão.
Determinada a ser uma grande ilustradora, ela sabe muito bem o que fará nas férias de verão antes de concluir o Ensino Médio: seguir os passos de grandes mestres como Leonardo da Vinci, ou seja, desenhar cadáveres de verdade.
Contudo, enquanto tenta se infiltrar nas aulas de anatomia da universidade, Beatrix conhece um rapaz misterioso que vira seus planos de cabeça para baixo. Jack é encantador, irresistivelmente atraente e… um dos grafiteiros anônimos mais procurados de São Francisco.
Entre passeios noturnos, fugas da polícia e palavras douradas dominando a cidade, ela começa a desvendar quem Jack realmente é, assim como o grande segredo escondido sob sua melancolia. E Beatrix também precisa enfrentar os próprios fantasmas, como os problemas financeiros, o pai ausente e a solidão.
Numa paixão irreprimível, os dois vão descobrindo um ao outro – e como transformar essa profusão de sentimentos em expressão, arte e amor.

Oi gente, tudo bem? Eu estou bem também.

Hoje vou falar de mais um livro encantador! Tudo começa meio estranho, mas de um jeito bom.

O que deixa esse livro estranho é a peculiar apreciação de Bex em partes do corpo humano. Ela tem fascínio por anatomia e usa seu talento em artes para fazer desenhos hiper realista disso.

Bex, ou Beatrix, é uma garota comum, com gostos estranhos e que vem de uma família meio louca e bagunçada que funcionam perfeitamente bem juntos, mesmo seu pai tendo abandonado a família há três anos. E numa tentativa de alavancar seus estudos ela consegue permissão para usar o laboratório de anatomia da faculdade de medicina.

E foi pelo caminho até o hospital que conhece Jack, que por acaso é um artista acusado de vandalismo pela cidade inteira. Mas apenas Bex sabe de sua identidade.

Numa amizade insistida por Jack, os dois acabam se atraindo tanto fisicamente quando pela personalidade um do outro. E aí alguns segredos começam a ser revelados.

Tanto Bex como Jack guardam segredos um do outro e algumas mágoas do passado ainda machucam, mas quando as coisas começam a ficar sérias entre eles, esses segredos precisam ser revelados e a confiança um no outro é o que mais importa.

Algumas peças foram se encaixando aqui e ali, mas Bex NUNCA imaginaria o que motiva Jack na sua arte. Aliás, ninguém poderia imaginar. E quando você percebe, já está apaixonada por Jack, assim como Bex.

Todos os personagens têm seu papel fundamental no livro todo. Aqui não tem aquela coisa de “coadjuvante”. Todos têm sua história para contar e não poderia faltar nenhum deles para completar a história.

Li esse livro totalmente na surpresa e me surpreendi, e por isso recomendo que você também leia sem ter muitas impressões minhas. Valerá super a pena esse mistério! Fala-se de amor, de arte e de
encontros inesperados.

A leitura é divertida, cheia de diálogos inteligentes. Todo narrado por Bex, podemos conhecer um pouco de sua personalidade forte e marcante, sua ânsia pelo futuro e seu relacionamento tão afetivo com seu irmão e mãe.

A lição desse livro (e você entenderá quase que no fim do livro) é:

Inicie, voe, pertença, salte, confie, floresça, celebre, resista, transcenda, ame.

Boa leitura!
Beijos

Nota:

O post original desta resenha foi feito em 12/09/2016 e você pode conferi-lo aqui.

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Geek side: Ano Hana

27 junho 2017
Olá apreciadores da Lua, tudo bem com vocês?
Estou bem atrapalhada por causa da loucura que minha vida se tornou por causa do meu trabalho, mas estou tentando manter o ritmo e segurar as pontas! Estou devendo para vocês os posts com os lugares legais que eu conheci de maio pra cá e também as resenhas das parcerias firmadas aqui pelo blog, eu sei… logo eu postarei tudo, prometo! (yn)
Hoje estou aqui furando a fila de tudo que estou devendo para falar de um anime que eu assisti sábado passado e simplesmente adorei! – E acabo estreando nossa nova categoria “Geek” com um título que realmente merece essa honra.
PRECISAMOS FALAR SOBRE ANO HANA! 
Ano Hi Mita Hana no Namae o Bokutachi wa Mada Shiranai (saúde), popularmente conhecido como Ano Hana, é uma animação japonesa, produzida e exibida em 2011, do gênero drama/slice of life. O palavreado todo do nome do anime significa “Ainda não sabemos o nome da flor que vimos naquele dia”. 
É uma história conhecidíssima entre os apreciadores de animes e mangás e eu confesso que demorei tanto tempo para assistir porque eu sou uma chorona e acreditava que iria desidratar de tanto chorar após assistir. A determinação de assistir me veio após tanto ouvir a música de encerramento do anime (Secret base), que foi gravada por uma banda que eu gosto muito chamada Scandal!, então eu preparei meu lanchinho, procurei um bom fansub que tenha trabalhado na tradução do anime (e escolhi o Dollars!), estoquei vários lencinhos e falei “pronto, vamos lá!”.
O anime conta a história de um grupo de amigos que na infância, numa fatalidade, perderam uma amiga muito querida – a Menma – e carregam o trauma desta perda mesmo após muitos anos.
Devido ao acidente, eles acabam se separando e se tratam como desconhecidos por não suportarem o peso da culpa – que acreditam ser deles – do que aconteceu. Eles começam a se reaproximar muitos anos depois, graças a aparição do espírito da Menma na casa de Jinta, para tentar realizar o desejo dela que ainda a prendia ao mundo humano e a impedia de renascer/reencarnar.
Até aí temos dois grandes problemas: 
1. A Menma não se lembra qual é o desejo que queria realizar, apenas sabia que todos precisavam estar juntos novamente para que ele se realizasse.
2. Como somente o Jinta podia vê-la, os demais custaram a acreditar que era verdade tudo que ele estava dizendo sobre ela estar de volta e se machucaram ainda mais com essa reaproximação, pois começaram a reviver toda a dor do passado. 
Será que eles serão capazes de encontrar a força necessária para ajudar não só a Menma a seguir em frente, mas eles também?

Com o desenrolar da trama, as personagens vão se desenvolvendo e mostrando uma a uma o peso do acidente em suas vidas e a forma em que tentam lidar com o ocorrido e seguir em frente. Mesmo sem acreditar completamente em Jinta, eles começam a tentar descobrir qual é o desejo de Menma e tentar realizá-lo, mesmo brigando entre si e sofrendo. A partir do momento em que eles acreditaram que a Menma realmente está ali é que a história fica verdadeiramente emocionante.
Ver os sentimentos de cada um, desde os amigos até a família de Menma, e a forma em que lidam com o luto é tocante sim, mas é passada de uma forma bem encaixada e sutil – para uma história que carrega o gênero drama -. O mais bonito e o que realmente me emocionou e me fez chorar foi tudo o que eles trabalharam pela amiga perdida – para realizar o desejo dela, e também o trabalho interno de cada um em se perdoar através do amor que Menma nutre até hoje por todos eles.
Não vou falar mais para não dar spoilers significativos.
Minhas amigas me chamaram de coração de pedra por não ter me afogado em lágrimas durante a história toda, hahaha. Mas não me entendam mal, o anime é emocionante… eu não chorei porque sei lá, o meu momento de vida hoje em dia talvez seja outro. 
O anime é bem produzido, tem um enredo muito bem construído e trabalhado. Até mesmo os traços de comédia colocados para aliviar a tensão do drama são bem colocados e não forçados. 
É uma das grandes obras entregues pelo estúdio A1-Pictures e talvez seja até hoje uma das que mais dê força ao nome do estúdio no quesito qualidade.

Outro ponto bem interessante é que o anime faz um monte de referências, é bem rico para quem gosta de ver essas coisas. Ele cita muitas obras e diversas vezes eu fiquei “meu Deuuuus, olha isso, não acredito”, até mesmo os locais em que a trama se passa são baseados em lugares reais. 

Curiosidade/Observação: Diferente do tradicional em que o anime é uma adaptação de um mangá, Ano Hana foi produzido primeiro como anime e devido ao seu enorme sucesso, fizeram um mangá da obra no ano seguinte.
O mangá de Ano Hana foi traduzido e lançado no Brasil em 2016 pela Editora JBC e foi feita com um capricho impressionante! Dá até vontade de chorar olhando pro marcador transparente que mostra e ao mesmo tempo não mostra a Menma. Para saber mais, clique aqui para acessar a página do mangá no site da editora. 
Conclusão: Eu super indico essa história! Sem sombra de dúvidas! 
O anime tem apenas 11 episódios de 23 minutos/cada e o mangá tem apenas 3 volumes, vale a pena conferir… mas se você for uma pessoa sentimental/sensível, não esqueça o lencinho. 🙂
Nota:
E você, já assistiu ou gostaria de assistir? O que achou? Não deixe de comentar!
Beijos.