Arquivo de maio de 2017
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Flipoços: XII Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas

24 maio 2017
Olá gente, tudo bem com vocês? Estou meio sumida, né? hehe… 
Muitos eventos acontecendo neste mês e ocupando meus fim de semana, além dos meus dias atribulados no trabalho, mas trarei para vocês tudo de interessante que eu ver, pode deixar! Eu só preciso de tempo para criar o post, hehe. 
E é assim que eu estreio uma das novas categorias do blog, a “Vi no mundo”, em que eu quero partilhar com vocês tudo que eu vi e vivi de interessante e legal em cada cantinho desse mundão. 
No primeiro fim de semana de maio (dias 06 e 07), eu estive em Poços de Caldas – MG para participar do evento literário Flipoços e para conhecer as nossas queridíssimas parceiras, Cah e Bia, dos blogs A Bookaholic Girl e Books and Birds.

O evento aconteceu no Espaço Cultural da Urca e eu nem preciso dizer que eu adorei conhecer as duas e fortalecer essa amizade, né? Tudo começou por acaso, por uma paixão em comum que trouxe uma para a vida da outra e aqui estamos nós, juntas, curtindo esse momento muito importante para a literatura brasileira. =D

Vou contar para vocês um pouquinho do que aconteceu por lá. =)
Um bom resumo desse post é que foi um fim de semana muito divertido!

Bate-papo com a autora Carina Rissi

Carina Rissi é uma autora nacional super carismática, um amor de pessoa, que exala simpatia e parece ser um pouquinho tímida.
Durante o bate-papo conosco, ela contou um pouco sobre o lançamento de seu novo livro, seus personagens – novos e antigos-, sobre o porquê de escrever e muitas coisas… dentre elas, o fato de que ela odeia a cozinha mas suas maiores inspirações para escrever surgiram lá e que dois de seus livros serão adaptados em filme, super legal né?!
Ela diz ser super fã de One Republic, Ed Sheeron e da Miley Cyrus e desabafou sobre estar inconformada com a Miley por ela ter voltado com o “irmão do Thor” – porque ela é péssima para decorar nomes -. Além disso, ela disse que adoraria a oportunidade de escrever um livro com a Paula Pimenta. A gente pode ajudar ela nessa empreitada subindo uma hashtag, o que acham? rsrs. 
Seu livro de estreia, “Perdida”, bateu a marca de 100 mil vendas e isso é motivo de orgulho não só para ela mas para nós brasileiros num todo, por estarmos alavancando a nova era da literatura nacional. Os livros dela são voltados para mulheres maiores de 16 anos, mas nada impede que homens ou adolescentes leiam também.
E, falando nisso tudo, preciso confessar que euzinha aqui nem sabia que essa mulher maravilhosa existia!!! Vergonhoso, eu sei. MAS, como se não for pra causar eu nem saio de casa, levantei minha mãozinha durante a sessão de perguntas e disse a ela a mais pura verdade, que desconhecia suas obras e a existência dela, e pedi para que ela me indicasse um livro dela para que eu pudesse adentrar em seu mundinho. E adivinhem qual ela indicou juntamente com a plateia praticamente em coro?!
“Procura-se um marido”! Que por acaso é o livro que a levou para a Editora Verus! E ah, ela me garantiu que o livro não é de auto ajuda, hehehe. 
E aí fui eu lá correndo comprar o livro para poder entrar na fila da sessão de autógrafos, rsrs. Aproveitei o momento para conversar mais com ela e demonstrar meu apoio e vou trazer a resenha do livro aqui pra vocês. =)

Uma curiosidade que eu percebi é que todos os livros lançados da Carina até agora, tem uma mulher de vestido de noiva na capa… isso é intrigante, que coisa. Enfim, ao menos o novo livro que está para ser lançado não tem, rsrs.
Posso resumir tudo, facilmente, como um momento MÁGICO.

Palestra com Tati Bernardi e Jacques Fux

Para entrar nas palestras master do evento, era necessário reservar um ingresso e trocá-lo por um livro em bom estado e em português. Este foi o caso dessa palestra que assistimos. 
Foi a palestra mais louca que eu já assisti até hoje em minha vida, hahaha. Eles são autores renomados, a Tati inclusive trabalha na Globo também. Mas ainda assim, eu nunca li nada dos dois.
A palestra deles foi sobre: Literatura, amor e loucura. Por isso eu achei a coisa mais louca.
Eles falaram sobre todas as neuroses que tem, sobre o que pensam sobre o amor, sobre o que os inspira a escrever e são super hilários, mesmo. Morri de rir com o bate-papo deles e pude conhecer um pouco sobre o que escrevem e como escrevem. Além de descobrir que eles são maluquinhos da silva, rsrs.
O mais legal é que a palestra foi transmitida simultaneamente pelo facebook, para que aqueles que não conseguiram o ingresso pudessem ver também. Ninguém foi deixado de fora. =)
Caso vocês queiram ver a palestra na íntegra, o vídeo é este aqui. Garanto que arrancará boas risadas e que provavelmente concordarão comigo que eles são extremamente pirados. Eu me senti mais normal depois disso, rsrs.

Andarilhas pela feira

Enquanto estávamos na fila de autógrafos da Carina, a dona Bia humildemente sugeriu que eu me casasse com uma caveira do estande da Faculdade UNIP, já que agora eu “estou procurando um marido”, hahaha. A pior parte foi que o rapaz do estande – que estava ouvindo nossa conversa – me ofereceu ir tirar uma foto com a tal caveira. Pensem em como eu fiquei com vergonha! rsrs.
Eu não tenho o hábito de frequentar feiras literárias para comprar livros porque geralmente eles são vendidos por preços bem caros então eu fui sem a intenção de levar nada de lá, mas essa feira me surpreendeu positivamente, vários estandes de livros em promoção sendo vendidos entre R$5,00 e R$20,00. Claro, havia muitos livros a preço de capa também, mas se você procurasse bem dentre os estandes conseguira achar muita coisa boa e barata.
Não sei dizer se essa promoção de preços aconteceu durante a feira toda, pois fomos no último fim de semana… então fica a dica: deixem pra ir no último fim de semana se tem a intenção de comprar algo, hehehe. 
A diversidade do evento é o ponto mais marcante para destacar. Participaram diversos autores, de diversos temas, o que atrai muito mais gente. O evento ser gratuito também colaborou nessa atração de público e como o espaço era pequeno, estava com aspecto de bem lotado. 
E tinha muita coisa interessante. 

Estande da Editora Coerência

Ainda passeando pelos estandes, meus olhos foram seduzidos pela capa do livro “E se…”. Sei que não devemos comprar um livro pela capa dele, então fui até o estande para saber mais sobre o livro e fui atendida por nada mais nada menos que a autora do livro!!! Isso mesmo, pela Giovanna Vaccaro em pessoa, ao vivo e a cores. E a fofa, além de ser super simpática, explicou a sua obra todinha e me convenceu a levar o livro sem eu ao menos precisar ler a sinopse, rsrs. A simpatia e um bom atendimento sempre fazem a diferença, não é mesmo? Eu me interessei muitíssimo pela trama e vou trazer a resenha do livro para vocês!

Além disso, as maravilhosas que estavam trabalhando no estande me apresentaram diversas obras nacionais de fantasia, romance, drama, etc etc, que foram me cativando – e me falindo. Hahaha.

No fim, saí de lá com 5 livros + o da Carina… isso porque eu disse assim que pisei em Poços “Não vou comprar nada”, mera ilusão haha. Imagina se eu tivesse ido até lá disposta a gastar? Não quero nem pensar na falência, rsrs. 
Olha a cara de criança feliz, parece até que ganhei um doce.
Os outros livros que eu comprei foram: “Agora” de Beatriz Barreto; “Tim Atlas – na montanha das harpias” de Daniel de Carvalho; “Terra de noite & fogo” de Desirée Gusson; e, “Querubins, a balança do coração” de Martha Ricas.

Turistando em “Pos’di Caldas”

Infelizmente a Bia nos abandonou no fim da tarde de sábado e voltou para a sua cidade, então acabamos passeando pouco com ela #chateada, mas ela e seus pais me deram um presente muito especial, umas bolachinhas artesanais de Andradas que estavam maravilhosas! 

E como fomos ao evento só no sábado, tiramos a noite de sábado e o domingo para passear por Poços de Caldas e conhecer a cidade. E que cidade linda!

Eu adoro o clima de cidades do interior, são gostosas, harmoniosas, calmas e etc. Claro que como boa paulistana que sou, não aguento a calmaria por muito tempo e logo passo a sentir saudade da loucura da minha terra da garoa, mas ficaria uma semana inteira lá tranquilamente e certamente me apaixonaria ainda mais pela cidade. Por isso eu voltarei com o plano de turistar bastante e conhecer cada cantinho daquele lugar!
Sábado a noite nós fomos comer nos quiosques do centro da cidade que vendem uns lanches mega bons… o surpreendente é que os lanches pequenos de lá são maiores que os lanches grandes de São Paulo, fiquei super chocada e nem aguentei comer o lanche inteiro. Imagina se eu tivesse pedido o lanche grande! hahaha.
Na praça há um coreto onde estava tendo uma apresentação musical e ao redor dele havia muitas pessoas dançando e se divertindo, algo muito lindo e gostoso de se ver… deu vontade até de ficar e dançar junto. 
Já no domingo passamos MUITO sufoco, hahaha.
Fomos ao Mercado Municipal logo após tomar o café da manhã e este se tornou o primeira dificuldade do dia, pois lá nós aprendemos que devemos ir sem tomar café porque todas as lojas querem te dar comida para degustação. Eu amo queijo e doce de leite, mas o doce de leite eu tenho um favoritismo grande pela marca Rocca, então me bastava encontrar uma loja que tivesse o produto, mas, como escolher o queijo diante de tantas opções? haha. 
Me senti completamente perdida com tantas opções e com tantas lojas. Acabei fazendo a escolha do queijo pelo frescor e pelo atendimento e a do doce de leite pelo atendimento… como eu disse lá em cima quando falei da compra dos livros, um bom atendimento faz toda a diferença. 
É sempre bom dar uma passada por todas as lojas, cotar preços e ver as datas de fabricação dos produtos antes de escolher, assim é garantido que você terá um produto bom e quem sabe até poderá pagar um preço bacana por ele. Em geral, achei os preços dos produtos neste Mercado bons com relação ao preço em que eles chegam aqui em São Paulo, então valeu a pena.
Depois resolvemos andar de Teleférico e apreciar a vista da cidade lá do alto, mas o moço vendedor do ingresso não quis me deixar pagar meia porque minha carteirinha estava vencida há um mês e aí tive que pagar inteira. Porém, todavia, contudo, faltava 1 real para completar o valor do ingresso… e aí chegamos à terceira dificuldade do dia, porque o banco não era tão perto e poxa vida, ir até o banco por causa de 1 real é sacanagem, rsrs. Aí eu fui “mendigar” o dinheiro na praça, ideia brilhante, não? hahahaha. Fui pedir para o moço de um dos quiosques me vender uma água no débito e acrescentar 1 real a mais no valor e me dar o dinheiro e expliquei toda a situação, mico dos grandes eu sei… e no fim o moço se compadeceu da minha situação, não cobrou o valor a mais na água e me deu o 1 real. Moço, que Deus te abençoe muito, viu… você salvou o rolê! =D
Depois de conseguirmos finalmente comprar os ingressos, vimos que valeu a pena todo o nosso esforço, a vista é algo deslumbrante, tem um Cristo Redentor (versão miniatura, comparado ao do Rio de Janeiro) e o espaço é muito gostoso, além de poder ser aproveitado para trilhas e piqueniques, quem sabe se algum dia eu resolver virar fitness eu não subo aquele morro pela Trilha do Cristo, né? #sonharédegraça 


E aí infelizmente nosso passeio teve que acabar, mas os problemas não… hahaha. Precisávamos de um taxista que aceitasse cartão para ir até a rodoviária, já que lá não tem Uber, e o motorista do táxi sugeriu que eu colocasse o valor da corrida em gasolina para ele no posto, eu topei e fomos. O desalmado do moço do posto de gasolina nos deu uma canseira até resolver colocar a gasolina… e o taxímetro rodando… mas no fim deu tudo certo, só gastei uns 5 reais a mais, faz parte. 
Conseguimos emitir as passagens e deixamos nossas coisas no guarda-volumes e fomos almoçar no Shopping em frente a rodoviária. Quando voltamos, faltava 10 minutos para o ônibus partir para São Paulo e, adivinhem, o guarda-volumes estava trancado e nem sinal do atendente!!! A gente nem se desesperou, imagina, ficamos super calmas #sóquenão. Mas aos 45 do segundo tempo o atendente apareceu e deu tuuudo certo e voltamos para casa, até chegamos mais cedo que o previsto na rodoviária de SP. 
Foi de fato um passeio com emoção, hahaha. Adorei cada segundo, desde conhecer as meninas até curtir a cidade e passar uns pequenos perrengues. Lembrando agora bate até saudades do recepcionista maluquinho do hotel, de tão divertido que ele é, rsrs. 
Pensei em fazer um post detalhando melhor os lugares em que eu fui, onde nos hospedamos, onde comprei as coisas e comi, peguei até os folders dos lugares para não esquecer, mas, como eu planejo voltar lá e conhecer todos os pontos turistícos e dar boas dicas para vocês e quem sabe até estimular um pouquinho a vontade de conhecer essa cidade incrível, é melhor esperar até lá e fazer algo bem completo! =D
E é isso pessoal, o post acabou ficando grandão, rsrs.
Espero que meu post tenha deixado vocês com vontade de ir conhecer o evento e que, no mínimo, tenha divertido vocês um pouco, rsrs. 
Beijos.
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Resenha: A floresta dos corvos

23 maio 2017

Título: Floresta dos corvos

Autor: Andrew Peters
Sinopse:
Ark vive no alto das últimas árvores que restam no mundo. E, já que mesmo em um país suspenso como Arborium alguém precisa desentupir os canos, ele tem uma profissão: aprendiz de encanador. É enquanto está ocupado com o vaso sanitário de um político poderoso que o garoto se torna testemunha de algo que vai mudar sua vida. Sem querer, Ark entreouve a conversa de conspiradores que pretendem destruir seu país.
Uma perversa enviada de Maw, o império inimigo, feito de vidro e metal, planeja tomar as ricas árvores de Arborium e transformá-las em matéria-prima, fazendo de seu povo, os pacíficos dendrianos, nada mais que escravos de seu plano maligno.
Flagrado, Ark precisa fugir para não ser morto, e terá de percorrer o gigantesco arvoredo e chegar à sombria Floresta dos Corvos, onde talvez esteja sua única chance de proteger seus amigos e seu lar.

Olá, pessoal!
Eu sou a Mariana. Esta é a primeira vez que eu me apresento com o meu nome real em um blog ou algo parecido. Estou aqui principalmente para dar uma mãozinha a esta equipe, mesmo que meu tempo esteja descontroladamente apertado.
Embora eu houvesse pensado em várias coisas para escrever, eu não faço muita ideia do que falar. Na verdade, eu pensei em falar de um livro que li recentemente (finalmente consegui voltar com o meu tempo para ler) e quer saber? Eu falarei sobre ele mesmo. 
É de uma obra infanto-juvenil e eu não  me importo nem um pouco de ler, já que os livros são os olhos da mente e são importantes para trabalhar nossa imaginação e ter uma visão mais espacial de todos os fatos que estão ocorrendo.
Apesar do livro ser do estilo em que a leitura agrada mais adolescentes por ser descontraído, também nos ensina bastante sobre os problemas que ocorrem até mesmo na realidade, principalmente sobre guerras e invasões de países e destruição de um ambiente familiar para tornar todos escravos. Também fala das diferenças sociais, onde os mais pobres são treinados para serem encanadores, e os mais abastados são treinados para serem médicos.
A linguagem utilizada na obra é totalmente informal dependendo do personagem que se fala, e a história chega a ser um pouco mais complexa dependendo do ponto em que chegamos. Por ela se tratar de personagens que trabalham com encanamentos, e outros que estão se formando como médicos, a maneira falada é técnica e muitas vezes escatológica, deixando o leitor muitas vezes desconfortável com o que é lido.
Eu diria que o livro é mediano. Não é algo obrigatório, que você precisa ler hoje, mas se quiser, será bem-vindo a essa leitura com direito a piadas estilo A Praça é Nossa.
Nota:

Muito obrigada por acompanharem a minha resenha. Boa leitura para quem quiser se aventurar neste livro!
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Resenha: Trilogia Nocte

19 maio 2017


Título: Trilogia The Nocte (Nocte, Verum e Lux)
Autora: Courtney Cole

Livro 1 – Nocte
Sinopse:
Meu nome é Calla Price. Eu tenho 18 anos de idade e eu sou uma metade de um todo. Minha outra metade – meu irmão gêmeo, meu Finn – é um louco.
Eu o amo.
Mais do que a vida.
Mais do que qualquer coisa.
E mesmo que eu tenha pavor que ele vá me derrubar com ele, ninguém pode salvá-lo, exceto eu. Eu estou fazendo tudo que posso para permanecer à deriva em um mar de insanidade, mas estou me afogando mais e mais a cada dia. Então eu chego à uma tábua de salvação.
Dare DuBray.Ele é o meu salvador e meu anticristo. Seus braços são o lugar onde eu me sinto segura, onde estou com medo, onde pertenço, onde estou perdida. Ele vai me curar, me quebrar, me amar e me odiar. Ele tem o poder de me destruir. Talvez isso seja bom.
Porque eu não consigo salvar Finn e amar Dare sem que todos se machuquem.
Por quê? Por causa de um segredo.
Um segredo que estou tão ocupada tentando descobrir, que nunca o vi chegar.
Nem você.

Livro 2 – Verum
Sinopse:
A verdade vos libertará.
Meu nome é Calla Price e estou me afogando. Meu novo mundo é um sombrio, oceano escuro e estou sendo puxada para baixo por segredos. Posso confiar em alguém? Eu não sei mais. As mentiras são espirais. Elas torcem e giram, vinculando-me com seus espinhos e línguas serpentinas. E justamente quando acho que estou entendendo, tudo é puxado debaixo de mim.
Estou envolvida na escuridão.
Mas a verdade me libertará.
Está à minha frente, tão perto que posso tocá-la. Mas mesmo que ela brilhe e cintile, presas reluzem e sei que me destruirá.
Você está com medo? Eu estou.

Livro 3 – Lux
Sinopse:
QUE HAJA LUZ.
Meu nome é Calla Price e eu estou quebrada.
Minhas peças estão todas ao meu redor, flutuando no vento, mesmo que eu tente desesperadamente agarrá-las.
Quem está morto? Vivo? Insano?
Qual é a verdade?
Eu não sei.
Eu sei isso: A escuridão está me estrangulando. A cada respiração, eu engasgo com outra mentira.
Minha mente tem me protegido, mas esse escudo em breve será abaixado.
Tudo será revelado.
Cada resposta para cada pergunta.
Tudo está levando a isso.
Não fique com medo.
Fique apavorado.

Livro 1 – Nocte
Oi?
Fiquei assim ao terminar o livro 1. Não. Entendi. Absolutamente. Nada (pegando mania dos escritores gringos…rs).
Quando você acha que entendeu, lá pelo final, BUM, a história vida.
Esse livro é o que eu chamaria de “terror psicológico”. Vou explicar por quê.
A história é sobre Calla e seu irmão gêmeo Finn. Eles têm toda aquela conexão de gêmeos, e além disso Finn é louco. Foi diagnosticado com esquizofrenia e mais um negócio (que não faço ideia) ainda criança e com o passar do tempo tem ficado mais grave, mesmo estando medicado. Que não é uma verdade, pois ele trapaceia.
Os irmãos moram com o pai numa casa funerária no alto da colina, cercados por abismos, falésias, mato e praia. A descrição do lugar é bem rica de detalhes e eu consigo imaginar exatamente como o lugar se parece.
Logo no início, a família tem uma grande perda e para todos torna-se muito difícil viver! Então, todos apenas sobrevivem.
Calla, por ter nascido saudável, sem problemas, se vê na obrigação de proteger Finn de tudo e todos, desde quando eram crianças e os amiguinhos da escola os chamavam de esquisitos.
Mas Calla vive num momento de culpa pela perda que sofreram, mas que seu pai e irmão tentam tirar isso da cabeça dela. E nessa “tormenta” de emoções, acontecem coisas estranhas. E ela mesma tem essa percepção.
Finn mantém um diário cheio de desenhos, rabiscos e frases sem sentido. O mais estranho disso? Ele escreve várias coisas em latim!
Finn sofre por ouvir vozes o tempo todo, que tentam sem descanso, fazer com que Finn faça algumas besteiras bem cabulosas.
E aí aparece um cara, Dare, que tem um milhão de segredos, que não pode contar pra Calla, mas que quer que ela saiba. Mas não pode contar, ela tem que descobrir sozinha.
A partir do momento que Dare surge, Calla fica o tempo todo pedindo que Dare conte tais segredos. Um saco, porque você já comeu meio dedo querendo saber desse maldito segredo.
Achei bem pesada a leitura, porque fala de transtornos mentais e algumas frases que Finn escreveu são realmente cabulosas.
Parece o típico filme de terror: casa funerária, penhascos e falésias, um cara louco e outro cheio de segredos.
Achei Calla meio deslocada da vida nesse primeiro livro, meio perdida, sem saber como agir e estar o tempo todo pisando em ovos.
E aí, no fim, quando algumas coisas são reveladas, ela tem que ir pra Inglaterra, na casa da família de sua mãe.
Não entendi como e nem por que ela foi convencida a isso.
E aí o livro acaba.

Livro 2 – Verum
O livro 2 começa com Calla, Finn e Dare em Wintey, como é chamada a casa de sua avó materna.
As pessoas que moram lá, são no mínimo, estranhas.
Uma avó, Eleanor, que é a frieza em pessoa, e dá até a impressão que ela está morta. Eleanor é sempre ríspida, polida, fria e ditando como Calla ou qualquer outro tem que agir e se comportar.
Calla é uma das herdeiras de seu avô, mas para que possa ter acesso a ela, tem que cumprir alguns requisitos. Nada muito estranho ou impossível. Mas tem um detalhe que ela precisa cumprir que é sim, meio bizarro: se manter sã.
Nessa altura do livro, você entende, mais ou menos, o por quê de ter que se manter sã, já que nem você mesmo tem certeza de como se sente em relação à leitura. Eu me perguntei: como é que é??
Há também Sabine, que pelo amor, dá arrepio só de lembrar. Ela é cigana, lê as cartas e fica o tempo todo insinuando coisas que Calla deveria ter percebido, como por exemplo, que deveria seguir sua intuição.
O motorista, Jones, não tem nada de estranho, apenas que parece ser influenciado pela frieza de Eleanor.
Percebi que no segundo livro, é tudo sobre Dare, seu passado e seus segredos. E Calla procura de toda forma entender o passado de Dare e consequentemente, descobrir seus segredos obscuros.
O que ele passou na infância é comum, infelizmente, mas é a realidade de muita criança. É bizarro o que aconteceu com sua mãe e seu padrasto, na verdade. Muito bizarro. Mais um toque de loucura nessa receita toda.
Aí acontece uma outra coisa, que PQP! Não entendi nada; o passado mudou, o futuro foi previsto e depois alterado de novo. Como? Como? Há umas trezentas versões diferentes para o mesmo evento. Será que eu que imaginei tudo isso?
Mas Dare ainda tem um segredo final, que não é contado. Espero que seja. E espero de coração que seja bem cabuloso, porque essa enrolação toda é de fritar os miolos.
Resumo desse livro: não era Finn o louco??

Livro 2.5 – extra
Senhor, pensa numa pessoa maluca, que escreveu um extra maluco. É essa autora. Meu Deus!!!
Passei mal. Tanta informação nova, segredos imundos, um contexto bizarro.
Aqui é contada a história de Olivia, falecida mãe de Dare, que no livro 2 tentou passar algumas mensagens para Calla também, que acabou não sacando nada.
O passado de Olivia foi tão sujo, cruel e infeliz, que você acaba entendendo o final que ela teve.
E ainda são revelados mais alguns segredos da família Savage, da qual sua avó e mãe fazem parte. Ah, a mãe de Dare é cunhada da mãe de Calla. Leia e entenderá.
É contada a você uma antiga lenda/maldição cigana, da qual todos esses personagens estão envolvidos. São citados Salomé, Abel, Caim, Judas, uma bagunça de ideias. E parece que é isso que justifica os problemas de Calla. Todos eles.
Só uma coisa que a lenda diz: os filhos pagam os pecados dos pais, sempre. E isso é um ciclo.

Livro 3 – Lux
Nossa, a história muda tanto que você não tem mais a percepção de quando Calla tá sonhando, quando tá viajando ou quando é real. Você NUNCA sabe quando é real.
É o livro mais cansativo da série, pois você revive várias passagens sob outra perspectiva e outro destino. Tem que se atentar aos detalhes pra perceber o que mudou. E é exaustivo, a leitura fica pesada, os olhos cansados, o cérebro saindo fumaça.
É tanta piração, que quando um detalhe sobre Calla é revelado, você se pergunta: O QUE??? Depois de toda essa merda, essa loucura, essa mulher (a autora) ainda joga mais essa???
É o tipo de coisa que se Calla tivesse descoberto antes, nada disso teria acontecido. Sacou?

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> SPOILER

Parece que Calla tem um dom: reviver o que já passou e viver o que ainda vai acontecer. Mas tem uma coisa a mais que não vou contar, que explica toda essa loucura de leitura.
Ela até revive e LEMBRA de uma situação NO ÚTERO da mãe!!! WTF??? Gente, é muita (não queria usar essas palavras, mas não encontrei outras que melhor se expressassem) maconha na mente de quem escreveu! E esperar que mergulhemos numa leitura com esse tipo de coisa é meio surreal, porque NÃO DÁ!
Entendo perfeitamente que é um livro que envolve fantasia e coisas sobrenaturais, mas achar que eu, leitora, iria aceitar um “fenômeno” desse tipo depois de ler toda essa loucura, é loucura!
O final é até felizinho, dada as circunstâncias. Mas a autora diz que é possível você escolher um outro final. Realmente, a forma como acaba, você pode escolher que rumo dar, até porque não tem epílogo. O que fica por sua conta e risco.
Num todo, achei todos os livros bem escritos, rico em detalhes e a forma como a “loucura” é contada você meio que sente ela também, me entende?
Por exemplo, quando Finn escreve algo assustador no diário, a autora conseguiu transpassar a sensação que, acredito eu, deveria sentir na mesma situação do Finn.
Minha avaliação: …. Nada. Não sei se gosto ou não dessa série. Ainda tem alguma coisa estranha nisso tudo. Não sei dizer o que, mas eu sinto isso. É tipo: nada se encaixa, mas tudo se completa, saca?
É o tipo de livro que não aprendi nada, não levo nada dele pra minha vida. Mas parece que vivi na mente de quem sofre da loucura. E eu não sei se faria isso de novo, pois é cansativo, estressante e mais um monte de adjetivos que não consigo me lembrar. Mas não é bom.
Aí você me pergunta: vale a pena ler?
E eu te respondo: vale, vale muito. Porque é uma leitura diferente do que, eu pelo menos, estou acostumada. Não vemos tantos livros nessa pegada tão frequentemente. Nunca esperei tão ansiosa por uma continuação como esperei por essa, tirando 50 Tons, claro (hehehehe).
Se fosse um livro chato, que não te prende, eu não teria passado do livro 1. Você quer sempre saber o próximo passo, que porr* tá acontecendo de verdade, temendo pelas revelações.
Ufa, cansativo falar de Nocte. E ainda assim nunca vai ser suficiente.

Boa leitura!

Nota:

O post original desta resenha foi feito em 13/11/2015 e você pode conferi-lo aqui.